Mostrar mensagens com a etiqueta Winger. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Winger. Mostrar todas as mensagens
domingo, 7 de maio de 2023
POST DA SEMANA : Winger - Seven (2023) USA
Parece incrédulo pensar que tantos anos depois, os mesmos músicos continuam fazendo boa música, e de alguma forma ainda soando e mantendo o espírito dos anos 80...
King Winger and Company estão no Hard Rock há muito tempo, tanto tempo que a banda está em turnê há 35 anos. Com base nesse feito maravilhoso, os músicos lançam agora seu 7º álbum de estúdio apropriadamente intitulado “Seven”. O melhor dos Winger em 2023 é o fato de ter conseguido manter todos os seus membros originais dos anos 80, e isso é bom e uma prova dos tempos duradouros e da química dos músicos.
O próprio King Winger mantém sua voz em excelente forma, tanto que no ano passado, quando eles abriram para os Skid Row em algumas datas, vimos os músicos ao vivo e eles foram fantásticos. Não é semore que se consegue manter a formação original por tanto tempo e ainda conseguir trazer algo novo para o mundo da música. Adereços para os músicos por continuarem fazendo o que eles fazem de melhor.
A formação ainda consiste em Kip Winger, Reb Beach, Rod Morgenstein e Paul Taylor. O guitarrista John Roth foi adicionado em 1992. A equipa está indo para a estrada extensivamente neste verão.
O single “Proud Desperado” é um banger, Kip soa muito bem, e com seu gancho cativante no refrão, vais ver porque este foi escolhido como single. Em “Heaven's Falling” vamos com outro gancho permanente. O empurrão em “Tears of Blood” é excelente, Kip aumenta seus vocais e os riffs fortes aqui são um dos mais difíceis do álbum, faixa excelente. A abundância de graves em “Voodoo Fire” a torna outra música memorável, enquanto uma poderosa balada de marca registada em “Broken Glass” surge a seguir com letras bem compostas, ao lado de suas teclas super indutoras. Muito bem feito realmente. Nenhum momento fraco pode ser encontrado aqui e as harmonias estão sintonizadas com qualquer um de seus trabalhos anteriores, Kip soa muito bem e a banda toca muito bem.
Parece incrédulo pensar que tantos anos depois, os mesmos músicos continuam fazendo boa música e, de alguma forma, ainda soando e mantendo o espírito dos anos 80 vivo enquanto soam modernos e divertidos. Isso é realmente o que Winger faz aqui com um álbum muito bem produzido, que soa e parece um grupo polido de veteranos do rock apenas fazendo o que eles têm feito durante toda a sua longa carreira.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Winger – Winger [1988] [Rock Candy remaster] (2014) USA
O primeiro disco do Winger, apesar de oficialmente autointitulado, também é conhecido como “Sahara”, vide a inscrição presente na parte de baixo de sua capa. A banda, inclusive, seria assim chamada, mas o nome já havia sido registrado. Kip então resolveu aceitar uma sugestão do amigo e ex-patrão Alice Cooper e utilizar seu próprio sobrenome para nomear o quarteto, seguindo a tradição de outras bandas, como o Van Halen e o Bon Jovi. Fator decisivo ou não, a verdade é que o resultado deu certo e o álbum chegou ao 21º posto da parada da Billboard, atingindo rapidamente a marca de 1 milhão de cópias comercializadas. A sonoridade não era muito diferente do que diversos outros grupos de rock que estavam se dando bem na época praticavam: hard rock, glam metal, pop metal… O nome vocês podem escolher. Winger, contudo, tinha um diferencial que não era comum de se encontrar nas formações típicas do género: todos os integrantes eram exímios instrumentistas e não tinham problemas em aproveitar essa capacidade criando músicas mais acessíveis. Prova disso é aquele que talvez seja o maior hit da carreira do grupo, “Seventeen”, cheia de quebras e dotada de performances especialmente inspiradas de Reb Beach e Rod Morgenstein, mas que soa um tanto bobinha àqueles que apenas prestam atenção em sua letra sobre manter relações com uma menor de idade. Outra concorrente ao posto de sucesso-mor do Winger é a semibalada “Headed for a Heartbreak”, que também conta com uma estrutura não exactamente “normal” em se tratando dos parâmetros mais comerciais, além de ser, na minha opinião, uma canção superior (e mais dramática) a “Seventeen”. Isso não quer dizer que o álbum não conte com músicas menos exóticas, vide sua abertura, “Madalaine”, que tasca um belo riff de Reb e apresenta a banda com energia, pegada e tino para a composição. Outra mais directa é “Poison Angel”, que só não soa mais metalizada em função da produção um tanto polida, tratando Paul Taylor como um membro tão importante quanto qualquer outro. Como muito dificilmente deixaria de ser, Winger também apresenta uma power ballad nos moldes mais clássicos, “Without the Night”, que, particularmente, me agrada bastante. O restante das faixas mantém um bom nível e consegue fazer com que o disco destaque-se em meio à forte safra vivida pelo hard rock no final dos anos 1980, demonstrando personalidade própria e jamais querendo soar como alguma banda que já havia se firmado na época. Não custa citar também o cover para “Purple Haze” (The Jimi Hendrix Experience) presente no álbum, que soa um tanto diferente da original e ainda traz o Dweezil Zappa (filho de Frank Zappa) executando um solo de guitarra. Os vocais de Kip, bem mais agudos do que hoje em dia, ainda não estão tão amadurecidos quanto em lançamentos posteriores, mas não comprometem me momento algum. Winger é o disco do qual menos gosto do grupo, mas, mesmo assim, trata-se de uma obra digna de ser ouvida sem conceitos pré-estabelecidos, focando no talento dos integrantes em seus instrumentos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Winger - In the Heart of the Young [1990] [Rock Candy remaster] (2014) USA
In the Heart of the Young representa um passo além em diversos quesitos para o Winger. Se o antecessor havia alcançado a 21ª posição na Billboard, o segundo disco beliscou a 15ª. Mais seguro e experiente, Kip passou a explorar outras facetas de sua voz e soube impor-la com mais personalidade, tornando-se um intérprete melhor. As influências progressivas, que já eram evidentes na execução instrumental de Winger, ganharam contornos ainda mais bem definidos neste álbum, vide aquela tida por muitos como sua melhor canção, “Rainbow in the Rose”, que soa melhor do que quase todas as experiências pop feitas pelos músicos de rock progressivo dos anos 1970 durante a década de 1980, vide bandas como Asia, Genesis e Yes. Rod Morgenstein, em especial, faz jus a seus discos com o Dixie Dregs e a Steve Morse Band, exibindo técnica invejável enquanto distribui porrada em seu kit. A faixa-título, que encerra o álbum, também deixa evidente que, ao contrário da maioria dos seus contemporâneos, talvez o Rush fosse mais importante que o Aerosmith em seu rol de influências. Em geral, In the Heart of the Young é um belo passo além no quesito composição, conseguindo aliar a capacidade de sobra que os músicos tinham com uma deliciosa acessibilidade, uma receita capaz de seduzir segmentos distintos de público. É claro, também há hard rock sem frescuras no track list, vide músicas como “Can’t Get Enuff”, “Loosen Up” e “Easy Come Easy Go”, todas com refrões de fácil assimilação e prontas a seduzir fãs de bandas como Def Leppard, Warrant, Poison e afins. É em In the Heart of the Young que se encontra aquele que é, disparado, o maior sucesso do Winger no Brasil, a balada “Miles Away”, composta por Paul Taylor. Parte da trilha sonora da novela “Felicidade”, da TV Globo, a música tornou-se sinónimo de Winger no País e ficou conhecida até mesmo daqueles que até hoje não fazem ideia de quem a interpreta. Dona de um belo solo de guitarra e de um refrão empolgante, “Miles Away” continua sendo merecidamente executada em muitas rádios por aí. Outros destaques claros são “In the Day We’ll Never See”, em um tom mais sério que o habitual e evidenciando as linhas de guitarra de Reb Beach, e “You Are the Saint, I Am the Sinner”, colocando toda a exuberância instrumental do grupo a favor de uma música verdadeiramente divertida, que ficou ainda melhor no disco ao vivo Winger Live (2007). Como curiosidade, cito ainda “Baptized By Fire”, que traz, além de um breve solo de baixo em sua introdução, um trecho em forma de rap executado por Kip. O sucesso de In the Heart of the Young rendeu, além de centenas de shows pelo mundo, os últimos momentos de glória vividos pelo grupo, pois não demoraria muito para que o hard rock oitentista perdesse força no mainstream, fazendo com que vendas e público minguassem. Além disso, Paul também deixaria o Winger após o término de sua turnê.
sábado, 19 de abril de 2014
Subscrever:
Comentários (Atom)


_front2.jpg)
_inside.jpg)
