quinta-feira, 2 de abril de 2026

Black Label Society - Engines Of Demolition (2026) USA

Se alguém tinha dúvidas de como Zakk Wylde consegue equilibrar o caos de tocar com os Pantera, Ozzy Osbourne e Zakk Sabbath, a resposta está gravada a fogo nas doze faixas de Engines of Demolition (2026). No seu 13.º álbum de estúdio, os Black Label Society entregam um trabalho que não soa a uma banda veterana em "piloto automático", mas sim a um coletivo que ainda tem a fome e a urgência de quem está a começar.

Aqui está a nossa análise sobre este rolo compressor de riffs e emoção:

A Máquina Perfeita: Riffs, Suor e Precisão

Zakk Wylde, acompanhado pelos fiéis John DeServio, Dario Lorina e Jeff Fabb, construiu um álbum que flui como uma maré tempestuosa. A produção é imaculada — comparável à engenharia de um carro alemão de luxo: sabes que vai funcionar e que o vai fazer de forma estrondosa.

O que mais impressiona em Engines of Demolition é a objetividade. Esqueçam os épicos progressivos ou a indulgência excessiva; aqui o foco é o impacto direto. As faixas são rápidas, coesas e desenhadas para o palco.


Destaques das Faixas: Do Heavy ao Soul Sulista

Faixa

Estilo

O que a torna única

"Name in Blood"

Metal Moderno

Harmonias estridentes e riffs pesadíssimos. Uma das melhores do ano.

"Gatherer of Souls"

Sabbath Vibes

Um riff que parece ter sido resgatado das sessões do álbum 13 dos Black Sabbath.

"The Hard of Tomorrow"

Stoner Rock

Uma marcha lenta e desafinada. Soa como um gigante a arrastar uma catedral.

"Better Days Wiser Times"

Country/Southern

Onde o violão assume o comando e Zakk expõe a sua alma sulista.

"Lord Humongous"

Riff Colossal

Três minutos e meio de puro poder sonoro. O título diz tudo: é gigante.

"Above and Below" e a Fluidez de Zakk

Na sétima faixa, "Above and Below", o disco atinge um estado de graça. A transição entre os riffs esmagadores e os vocais mais suaves é quase impercetível de tão fluida. Os solos de Zakk continuam em constante evolução: são expressivos, rápidos quando precisam de ser, mas sempre carregados de intenção.


O Momento de Arrepiar: "A Canção de Ozzy"

O álbum termina com o que só pode ser descrito como uma carta de amor e despedida. Depois de quase 40 anos de lealdade mútua, Zakk dedica a última faixa ao seu mentor, Ozzy Osbourne.

"Isto não é apenas uma homenagem. É uma despedida. Uma vida inteira condensada em canção."

Com piano, vozes com eco e dedilhados suaves, a música quebra a barreira entre artista e fã. Quando Zakk canta "No fim das contas, não poderia pedir mais nada", ele encerra não apenas um disco, mas um capítulo fundamental da história do Heavy Metal. É impossível ouvir sem sentir o peso da perda e da gratidão.


O Veredito Final

Engines of Demolition é, sem dúvida, um dos melhores álbuns de metal dos últimos anos. Consegue a proeza de ser agressivo e sensível, técnico e direto. Zakk Wylde prova que, mesmo perto dos sessenta anos, a sua criatividade não conhece limites. É um álbum monumental de uma banda que se recusa a vacilar.

Nota: 9.5/10

Destaques: "Name in Blood", "Lord Humongous", "Ozzy's Song".

Recomendado para: Fãs de Black Sabbath, Pantera, Pride & Glory e de qualquer pessoa que saiba apreciar a beleza de um riff bem executado.


amazon   Black Label Society - Engines Of Demolition 


Temas:

01. Name In Blood
02. Gatherer Of Souls
03. The Hand Of Tomorrows Grave
04. Better Days & Wiser Times
05. Broken And Blind
06. The Gallows
07. Above & Below
08. Back To Me
09. Lord Humungus
10. Pedal To The Floor
11. Broken Pieces
12. The Stranger
13. Ozzy's Song

Banda:

Zakk Wylde – guitars, lead vocals, piano (1998–present)
John DeServio – bass, backing vocals (1999–present)
Dario Lorina – guitars, backing vocals (2014–present)
Jeff Fabb – drums (2012–present)


Sem comentários: