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domingo, 31 de maio de 2026

Narnia - X (2026) Suécia

A história dos suecos dos Narnia é a história da perseverança contra o anonimato. Surgidos na febre do Power Metal do final dos anos 90, a banda passou décadas num "terceiro escalão" que, para muitos ouvintes, significou o esquecimento. Agora, com a chegada de X — o seu décimo álbum de estúdio, lançado de forma independente —, deparamo-nos com uma banda que já não tenta ser a vanguarda, mas sim o guardião de um som que já pouco tem a ver com as suas raízes neoclássicas originais.

Avaliação: Narnia – X (2026)

A Mudança de Rota: Do Power ao Heavy Hard

Se esperas a agressividade técnica de Long Live the King (1998), vais ficar desorientado. X é um álbum de Heavy Hard Rock. O Power Metal, que antes era o ADN da banda, aqui aparece apenas como um eco distante ou em momentos pontuais que soam, por vezes, um pouco tardios. A banda abandonou a pretensão neoclássica para abraçar um formato mais tradicional, quase "confortável".

Análise da Experiência Auditiva

Faixa

Vibe

O que esperar

"Like a Thief in the Night"

Abertura Tradicional

Uma entrada que define a falta de surpresa do disco.

"Walk on Water"

Progressivo Leve

Um dos pontos altos; toques de complexidade que elevam o nível.

"God Under Fire"

Evolutiva

Começa com peso de Metal e transita para o Hard Rock convencional.

"Remedy (SOS)"

Power Metal Retrô

Um toque do passado, mas que soa deslocado no contexto atual.

"Jerusalem"

Ritmo Progressivo

O despertar do álbum; a faixa que realmente exige atenção.

"Every Breath" / "Reprise"

Tradicional/Repetitivo

O declínio para o convencionalismo e a previsibilidade.

O Paradoxos dos Narnia

Como explicar uma banda que não oferece nada de "marco ou inovador", mas que mantém uma legião de fãs dedicada? A resposta está na fórmula. Para os amantes do Rock Tradicional, X oferece exatamente o que se espera: segurança. Não há riscos, não há experimentações que possam alienar o ouvinte, mas também não há faísca criativa.

A sequência rítmica é, por vezes, hipnotizante, mas o álbum sofre de um problema crónico: a dispersão. Metade da obra perde-se num mar de composições convencionais que servem como preenchimento. Quando a banda decide injetar elementos progressivos — como em "Jerusalem" ou "Walk on Water" — o álbum ganha vida, mas essa energia é rapidamente dissipada pelo retorno à zona de conforto do Hard Rock genérico.

"X é o retrato de uma banda que se sente confortável na sua própria redundância. Para o fã que procura música tradicional, é um prato feito; para quem busca uma evolução ou um marco criativo, é um exercício de paciência."

O Veredito Final

X não é um álbum para novos ouvintes que procuram ser surpreendidos. É um disco feito pelos Narnia, para a base de fãs dos Narnia. É musicalmente competente, mas carece de uma direção clara e de uma identidade forte neste novo milénio. Ao tentar equilibrar os restos do seu Power Metal com um Hard Rock tradicional, a banda acaba por ficar num limbo onde a repetição vence a criatividade.

Nota: 5.8/10

Destaques: "Walk on Water" e "Jerusalem".

Recomendado para: Fãs de longa data que apreciam o som tradicional da banda e entusiastas de Heavy Hard Rock sem grandes pretensões.


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segunda-feira, 20 de março de 2023

Narnia - Ghost Town (2023) Suécia


Ghost Town é o nono álbum de estúdio da banda sueca de metal Narnia. É a continuação de seu lançamento de estúdio anterior, From Darkness to Light , lançado em 2019. Ghost Town foi produzido e masterizado pelo guitarrista CJ Grimmark e mixado pelo engenheiro de som de Narnia, Viktor Stenquist.
Em primeiro lugar, a banda recebeu o nome da série de romances The Chronicles of Narnia de CS Lewis, então definitivamente há um elemento dramático no som dos Narnia. Eles são uma mistura de Progressivo Metal, Power Metal, Melodic Rock e Christian Metal. A música rock e a música cristã podem parecer um par estranho, mas funcionam bem juntas. A música é pesada e as letras são edificantes e esperançosas.
“Diferentes canções vão atrair pessoas diferentes liricamente, mas cobrimos uma variedade de tópicos ao longo do álbum, e tenho certeza que as pessoas serão capazes de se relacionar com elas, tanto musical quanto espiritualmente. Algumas dessas músicas se destacam um pouco do nosso repertório anterior, mas sem abandonar nossas influências históricas”, disse o vocalista Christian Liljegren.
Narnia é mais do que apenas uma banda de Metal e as músicas provam isso. “Hold On” soa como um clássico do melódico rock dos anos 80, há muito perdido, com suas partes de teclado coloridas, bateria forte e um riff de guitarra de som brilhante. “Wake Up Call” e “Alive” têm o potencial de serem grandes shows básicos com seus grandes refrões hinos.
“Descension” é uma faixa épica de Progressivo Metal com uma estranha melodia de teclado, vocais poderosos e uma guitarra atmosférica. Há também headbangers como “Glory Daze” e a faixa-título.
Ghost Town é tão rock quanto espiritual. Seja pela produção moderna, pelas letras ou pela musicalidade, o álbum é uma lufada de ar fresco num mundo com tanta escuridão e ódio.

sábado, 3 de agosto de 2019

Narnia - From Darkness To Light (Limited Edition) (2019) Suécia



O novo álbum de Narnia, "From Darkness To Light", é o oitavo álbum de estúdio da banda e uma continuação natural do álbum anterior e autointitulado do regresso e 20º aniversário da banda em 2016. A faísca que Narnia acendeu no álbum do ano passado "Believe - Made In Brazil" seguiu a banda para o estúdio, onde esta energia foi canalizada e estruturada num longo desfile de nove músicas. Com as raízes musicais permanecendo profundas em melódico metal, a banda se estendeu a um som moderno, onde as guitarras ainda dominam, mas também permite que sintetizadores analógicos 70 / 80s ocorram na paisagem sonora. As letras são notavelmente importantes para a banda e no verdadeiro espírito dos Nárnia, esta herança tem sido bem administrada e refinada. O álbum é produzido pelo guitarrista dos Narnia, CJ Grimmark,
Fonte: Nárnia


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Narnia - Narnia (2016) Suécia



O Suecos NARNIA foram uma das bandas que relançou a onda de melódico metal / power metal no final dos anos 90 e apesar de sua abordagem bastante melódica, nunca foram uma das bandas favoritas. A banda está de regresso hoje 16 de setembro com o primeiro novo álbum em sete anos simplesmente intitulado "Narnia", e agora alguns pontos musicais mudaram com um bom efeito.
A maior novidade para os fãs de longa data é o regresso do vocalista original Christian Liljegren. Pode não parecer grande coisa, mas ouvir os primeiros álbuns da banda ao lado de Course of a Generation de 2009. Sim, exatamente. A banda não é o mesmo com Liljegren. "Narnia" (o álbum) não é um retorno ao estilo neoclássico desenvolvido pela banda em alguns álbuns anteriores, e aqui vem outra boa notícia; este novo disco tem muito groovy, momentos hard / melodic e não apenas metal / power.
O tema de abertura "Reaching for the Top" tem riffs pontentes, os muitos teclados, um refrão cativante e algum trabalho de guitarra bom. Agora pega a atmosfera definida pelo tema de abertura e injeta-o com alguma melodia e tens "Moving On".
O pelo tema de abertura pode ser divertido, mas "Moving On" é um destaque do álbum. Este espetacular riff quase me põe de joelhos gritando o refrão para o céu. "Moving On" é simples, mas bate em todos os lugares certos.
"Still Believe" e "Messengers" também sobem à superfície. Desta vez, os riffs musculosos ficam na parte de traz favorecendo a emoção e a melodia.
Então Narnia oferece uma das faixas mais calmas da sua carreira, a balada "Thank You". Para a maioria de sua duração, é piano suave e vocais suaves sentidos como uma versão dos Narnia da canção "Disappear" dos Dream Theater. Uma vez que a construção atinge o máximo, Grimmark desencadeia um bocado de feitiçaria na guitarra. Um final que muitos fans devem gostar. "Thank You" é sentimental como o inferno, mas é uma balada eficaz.
"Narnia" fornece os elementos apropriados necessários para este tipo de Rock: harmonia guitarras gémeas, altos solos (guitarrista CJ Grimmark está pegando fogo aqui), vocais melódicos limpos e harmonias soberbas, carga conforme o necessário, seção rítmica e todas estas coisas embrulhadas em melodias cativantes e um significativo groove rock.
A gravação e produção são polidas e muito profissional, bem como, tudo gerido pela banda. Agora eu acho Narnia muito, muito mais interessante (apesar de suas letras religiosas) este novo álbum é mais focado na musicalidade e nas melodias fácil ouvir.