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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Ironsword - Servants of Steel (2020) Portugal



IRONSWORD é de Lisboa, Portugal, existem desde 1995 e tem uma base de fãs obstinados. Eles têm um status real de culto. "Servants of Steel" é o último lançamento depois de "None But The Truth" de 2005. Eu lidei com o trabalho anterior e os IRONSWORD realmente contruíram um bom álbum e deixaram famintos os fâs do True Metal na época.
Claramente, vários anos se passaram e, no entanto, a banda não perdeu o seu charme.
Manter a balança em termos de tecnologia é definitivamente difícil, ao contrário, foi bem absorvido pela banda. Entre vários estilos clássicos de metal, uma cena rica foi adicionada ao seu próprio som. Se tu podes fazer algo com bandas do cruzamento de OMEN, BATTLEROAR e MANILLA ROAD, terá sempre algo a ver com estes guerreiros de Portugal. A lança do material sonoro levemente épico é pressionada no gibão do ouvinte com uma velocidade acelerada.
Crocantes, famintos, enérgicos e impetuosos, os cavalheiros oferecem sua verdadeira bebida, que certamente é expansível em certos cantos e extremidades. Por outro lado, o visitante do KIT não precisa dessas inserções e, para ele, o material sonoro na forma atual é certamente completo e bem pensado.
Em termos de técnica e composição, os arranjos parecem bem implementados e a banda permanece 100% fiel ao curso escolhido. Não é um charme retro eviscerado, mas uma verdadeira mistura de metal da velha escola bem embalada, que aqui e ali troveja através das colunas de uma maneira muito mais épica.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ironsword - None But The Brave (2015) Portugal


Os IRONSWORD foram criados em 1995, numa altura em que Tanngrisnir era guitarrista dos Moonspell. Com escola feita em bandas como Grog e Decayed, o músico da linha de Cascais reduziu o pseudónimo para Tann e, responsabilizando-se pela voz e todos os instrumentos, gravou as primeiras maquetas caseiras de um projeto que, quando transformado em banda “a sério”, ganhou um culto considerável à sua volta. Provavelmente nem o próprio músico imaginaria que, duas décadas depois, estariam entre os nomes mais reverenciados no underground do som eterno. O primeiro passo deu-se na viragem do milénio, no momento em que Tann decidiu expandir a formação e, com a ajuda do baterista Ricardo Hammer e do baixista Axemaster, deu os primeiros concertos. Em 2002 é editada a estreia homónima e foi com «Ironsword» que se cristalizaram as diferenças abismais em relação ao ambiente gótico dos Moonspell, com o trio a adotar uma postura épica perante o battle metal tradicional, assumidamente inspirada nos ícones do género, os norte-americanos Manilla Road, e nos livros de Robert E. Howard, o autor de “Conan, O Bárbaro”. Dois anos depois surge o segundo álbum e «Return Of The Warrior» apresentou uma versão ainda mais sólida da banda. A nova formação, com Rick Thor no baixo e Maalm na bateria, ambos dos Filii Nigrantium Infernalium, era uma espécie de super-grupo do underground nacional e, muito graças a aparições estratégicas em alguns dos maiores festivais europeus do género, começou inevitavelmente a dar que falar. Mesmo depois de quatro anos sem que se ouvisse falar muito deles, surpreendem toda a gente com o lançamento de «Overlords Of Chaos», o primeiro disco com o selo de culto da Shadow Kingdom Records, recebido com pompa e circunstância pelos fanáticos do género. E depois... Novo silêncio prolongado. Em 2015, ano em que comemoram as primeiras duas décadas existência, estão finalmente de volta, aos discos e aos palcos, com «None But The Brave».