São mais de 35 anos de carreira, 15 álbuns de estúdio, várias mudanças de formação e alguns clássicos que ficaram marcados principalmente na história do Hard Rock / Metal europeu dos anos 80.
Claro que não é tão simples assim resumir a trajetória da banda suíça Krokus, mas com o lançamento de seu 16º trabalho de estúdio, “Hoodoo”, temos a banda mais uma vez apresentando um som que na verdade parece já feito por outros grupos há uns 30 anos.
Este é um disco bem animado, com músicas que empolgam o ouvinte durante a audição, mas estão quase sempre parecendo alguma coisa já feita pelo Sweet ou pelo AC/DC com Bon Scott. Sim, imagino que você já tenha ouvido ou lido alguém falar que a banda parece o AC/DC pré-Brian Johnson. Mas é a verdade.
“Drive it In” introduz o ouvinte ao Rock n’ Roll direto e animado do disco. Boa música para a abertura. Na sequência “Hoodoo Woman”, com um ‘riff’ que lembra bastante ZZ Top. Este é o primeiro ‘single’ do disco.
O Krokus tem certa tradição em regravar sucessos de outros artistas. Já fizeram isso com “School’s Out”, do Alice Cooper, e “The Ballroom Blitz”, do Sweet. Neste novo trabalho a banda escolheu ‘o’ clássico do Steppenwolf: “Born to be Wild”. Apesar de não ser uma versão idêntica, com algumas pequenas modificações, continua difícil ouvir essa música que tanto é tocada em qualquer buteco da vida.
“Rock ‘n’ Roll Handshake” deve ter sido roubada das sobras de gravação do “Highway to Hell”. É muito parecido. Mas o melhor momento do disco vem a seguir, com a faixa “Ride into the Sun”. A música tem um estilo mais anos 80, lenta, cadenciada, com uma ótima melodia de guitarra e um bom refrão. Ponto alto do disco.
Com um estilo mais bluesy temos “Dirty Street”, com um bom solo de guitarra. O álbum termina com a rápida “Firestar”. Boa música também.
O Krokus apresenta em “Hoodoo” um bom disco, mas não mostra nada de grande destaque ou que possa tirar a banda do palco secundário onde parece que sempre esteve.