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domingo, 19 de abril de 2015

FORGOTTEN SUNS - WHEN WORLDS COLLIDE (2015) PORTUGAL




E depois de muito se ter especulado, até eu já tinha esquecido os Suns. Nasceram em meados dos anos 90, e nestes cerca de 20 anos de carreira, estes lisboetas não foram aquilo o que se possa dizer de projecto regular. Apenas 3 discos em todo este tempo; mas agora existe um quarto opus, 6 anos depois do seu último trabalho de originais, datado de 2009. "When Worls Collide" marca "mais" um regresso do grupo ao mundo do Heavy Metal na sua vertente Prog.
Forgotten Suns não são assim tão desconhecidos e desprovidos de qualidade; Tours com Fish, The Flower Kings, DGM, Pain Of Salvation ou Circus Maximus atestam e credenciam o seu estatuto de uma banda de referência no género, mais internacionalmente do que própriamente neste nosso país à beira mar plantado. Está mais do que provado de que o rock pesado não é definitivamente um mundo musical preferido cá no feudo do fado e do pop. Mas mesmo assim, não invalida que a paixão pela musica não crie maravilhas como são o caso de Moonspell, Tarântula, e Forgotten Suns, entre mais alguns. 
Os Sóis esquecidos em mundos paralelos ou em galáxias distantes são o mote da intro Metallica do primeiro tema deste novo disco, em que os riffs de entrada do tema própriamente dito, continuem a mesma influência. Mas algo de diferentese impõe, e uma bem cuidada e arranjada composição logo nos leva a decidirmos deixar de andar à procura de identificações e influências, é mesmo para se ouvir e apreciar porque cerca de 80min. de musica é tempo para explorar bem estes mundos alternativos e progressistas idealizados por mentes portuguesas e já bastante bem experimentadas profissionalmente, basta ouvir e logo nos damos conta de que não são um grupo de quarto e laptop com programas de ultima geração para criação musical, aqui existe mesmo experiência e aquisição de conhecimentos; um disco de trabalho e inspiração; bravo rapazes; nota 11 em 10!
Esta nova edição representa também o nascimento de uma nova editora, Pemiere Music; "por coincidência" propriedade da banda, que assim ajuda a fomentar a desvinculação às grandes sanguessugas editoriais, a chamada indústria, que se não começa a tornar-se mais honesta e verdadeira vai ver o seu fim num futuro não muito distante e as suas mordomias multi-milionárias desaparecerão como cinzas no vento.
Um disco OBRIGATORIO a todos os amantes do metal, especialmente os portugueses, que podem aqui admirar o que é seu e com qualidade de primeira. Não são só os estrangeiros que são bons, aqui está a prova disso. Gravado em lisboa nos MV estudios por Miguel Valadares e produzido pela 
banda tem uma sonoridade invejável para o género.
Sete temas em 80min. pode parecer muito, mas já vou para a 2ª hora e meia de audição e não estou cansado, muito pelo contrário, isto é demasiado bom para se perder em audição superflua, é mesmo para interiorizar. Sejam bem vindos de volta ao universo paralelo do metal e do progressivo, rapazes! Os meus parabéns, um disco e pêras; será que um dia vai figurar naquela lista da billboard dos 100 melhores do progressivo de todos os tempos, onde está José Cid e o seu fabuloso "10000 mil anos entre venus e marte"; que tem andado por estes dias em revivalismo e que espero ansiosamente por um disco ao vivo\DVD desses mais recentes concertos; Quero pensar que sim, mesmo bom, em composição como em execução; eis a prova de que o trabalho só faz bem e recompensa.
McLeod Falou!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

FORGOTTEN SUNS - Revelations (2011) Portugal



Fundada nos inícios dos anos 90 pelo guitarrista Ricardo Falcão os Forgotten Suns são actualmente uma das mais empreendedoras e reconhecidas bandas portuguesas do universo progressivo.
A música de Forgotten Suns é muitas vezes associada a passagens de bandas sonoras uma vez que cada música reflecte um conceito diferente, como se de um guião se tratasse, tendo a música o papel de conduzir o ouvinte pelos cenários e pela história que se vai desenrolando à passagem de cada acorde.

Nos primórdios a banda era bastante influenciada pelo poder melódico e de composição de grupos como Pink Floyd, Genesis e Marillion (nos quais se inspiraram para criar o seu nome), mas também pelo lado mais pesado e progressivo de bandas como Metallica, Fates Warning ou Dream Theater.

O nome Forgotten Suns está também relacionado com a crença em como alguém pode viver uma vida completa e sentir um crescimento de natureza espiritual, sendo a Música o caminho para tal.
O símbolo da banda (as fénixes siamesas) simbolizam o espírito inconformado da banda em renascer a cada dia, de música para música, de disco para disco, em direcção ao Futuro vindo das cinzas do Passado.

Nos primeiros anos da sua discografia produziram dois álbum Fiction Edge (2000) e Snooze (2004) que foram resultado do natural crescimento da banda num contexto adverso. Contudo, apesar da baixa qualidade de produção, estes álbuns foram apreciados sobremaneira pelos media e fans, com destaque para os da comunidade progressiva nacional e internacional.

A chegada do baterista J.C Samora em Março 2003, que ainda participou na composição final de ‘Snooze’, foi um acontecimento bastante importante nessa altura para o equilíbrio do grupo.
Depois da promoção dos concertos de ‘Snooze’ a banda iniciou um trajecto completamente diferente de qualidade, tanto em estúdio como ao vivo; nessa fase a entrada do baixista Nuno Correia em Agosto 2005 foi de vital importância para esse objectivo.

Esta dinâmica levou à mudança de vocalista e à chegada da poderosa voz de Nio Nunes em Março 2008, numa fase em que as gravações de todos os outros instrumentos já se encontravam bastante avançadas.Com um novo vocalista no grupo a banda assinou pela editora ProgRock Records para o lançamento do terceiro álbum de estúdio ‘Innergy’ (2009).

A 17 Dezembro 2010 é lançado o primeiro EP da banda ‘Revelations’ através da editora Pathfinder Records e em Julho 2011 a banda integra o vasto número de bandas que participaram no tributo oficial ao grupo The Flower Kings’ num triplo álbum, com o tema ‘In the Eyes of the World’.

O novo ano 2012 arranca com a chegada do novo teclista Ernesto Rodrigues e a banda encontra-se neste momento a compor o quarto álbum de estúdio bem como a promover a sua música ao vivo.