
O oitavo álbum de estúdio dos norte-irlandeses Stormzone, intitulado Immortal Beloved, chegou em janeiro de 2026 marcando um retorno às origens — literalmente, já que a banda voltou a assinar com a editora Escape Music, a mesma que lançou a sua estreia há quase duas décadas.
Este é um disco de contrastes: começa com uma energia avassaladora, mas acaba por lutar contra a própria extensão.
O Regresso com Sangue Novo
Após uma pausa e mudanças significativas na formação, apenas o vocalista John "Harv" Harbinson e o guitarrista David Shields permanecem da formação original. A entrada de Shaun Nelson-Frame (que também produziu e misturou o disco) nas guitarras, juntamente com a secção rítmica dos irmãos Uhrin, trouxe um som mais robusto e "cheio", típico do Heavy Metal clássico britânico com nuances de Power Metal.
Sonoridade: Um Início de "Tirar o Fôlego"
O álbum começa de forma brilhante.
"Steel Meets Ice" e "Tyrannosaur": São descritas como faixas de ritmo acelerado e produção poderosa. Harbinson continua a mostrar que a sua voz é uma das mais fiáveis do género, entregando linhas vocais sólidas sobre uma muralha de som moderna.
O Desafio da Consistência
Onde o álbum parece "perder o gás" é na sua longevidade. Com 13 faixas, a análise aponta que o disco se torna um pouco unidimensional a partir da faixa-título.
Falta de Variedade: A crítica nota que, após o início explosivo, a banda cai num ritmo repetitivo. Embora faixas como "Stand In Line" tragam de volta o fulgor, o resto do álbum é visto como "mais do mesmo", faltando aquela faísca de inovação ou mudança de dinâmica que elevaria o Stormzone à "primeira divisão" do metal mundial.
Produção Impecável: Um ponto consensual é a qualidade sonora. Shaun Nelson-Frame fez um excelente trabalho na mistura, garantindo que o disco soe atual, pesado e nítido.
A Arte de Rodney Matthews
É impossível falar de Immortal Beloved sem mencionar a capa. Criada pelo lendário Rodney Matthews (Magnum, Diamond Head), a arte é descrita como um dos grandes atrativos do lançamento, especialmente para quem optar pela versão em vinil, capturando a essência mística e épica da banda.
O Veredito
Immortal Beloved é um passo em frente em relação ao anterior Ignite The Machine, mostrando uma banda mais coesa e com melhor produção. No entanto, peca pelo excesso de bagagem; se tivesse sido editado para 9 ou 10 faixas, seria um clássico instantâneo. Para os fãs de NWOBHM e Metal Melódico clássico (estilo Saxon ou Riot), continua a ser uma audição obrigatória, mesmo com os seus momentos de "piloto automático".
Nota: 7/10.
Destaques: "Steel Meets Ice", "Tyrannosaur", "Stand In Line".
Recomendado para: Puristas do Heavy Metal britânico que valorizam produção cristalina e vozes melódicas potentes.



