sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

X-Sinner - Goin' Out With A Bang (2026) USA

Se existe uma banda que define o conceito de "se não está estragado, não consertes", essa banda são os X-Sinner. O seu novo álbum de 2026, intitulado significativamente Goin' Out With A Bang, é saudado como o "Regresso Hard Rock do Ano".

Aqui está a análise deste lançamento que prova que o rock clássico de alta voltagem nunca morre.

O Regresso dos "Filhos Espirituais" de AC/DC

Desde a sua estreia no final dos anos 80, os X-Sinner foram sempre comparados aos AC/DC (especialmente da era Back in Black). Em 2026, eles não tentam fugir dessa herança; pelo contrário, abraçam-na com uma produção moderna e uma energia que muitos grupos com metade da idade não conseguem replicar.

  • O Som: Imagine a precisão rítmica de Malcolm Young aliada à voz rouca e carismática que o género exige. O álbum é seco, direto e focado em riffs de guitarra que entram no cérebro e não saem.

  • A Produção: A crítica destaca que, apesar de soar "clássico", o disco tem um polimento de 2026 que faz as colunas tremerem. A bateria é massiva e as guitarras têm aquele estalido característico das válvulas a ferver.

O Veredito

Goin' Out With A Bang é o álbum que os fãs de Hard Rock tradicional estavam à espera. Os X-Sinner conseguiram a proeza de soar familiares sem parecerem uma mera cópia de si mesmos. É um disco cheio de ganchos melódicos, letras com mensagem e, acima de tudo, uma honestidade sonora rara nos dias de hoje.

Para mim, este não é apenas um bom álbum; é a prova de que a banda ainda é o "padrão ouro" do Hard Rock clássico dentro e fora do seu nicho original.

"Se este for realmente o último suspiro dos X-Sinner, então eles acabam de entregar a sua obra-prima definitiva."

Nota: 9.2/10

Recomendado para: Fãs de AC/DC, Krokus, Rhino Bucket e qualquer pessoa que aprecie Rock’n’Roll puro, duro e sem filtros.

Juniper Inc. - We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (2026) Finlândia

A Finlândia é mundialmente famosa pelo seu Metal Sinfónico e Melancólico, mas os Juniper Inc. decidiram seguir um caminho diferente em 2026. Com o audacioso título We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (uma piscadela de olho óbvia à compilação clássica dos Black Sabbath), esta banda traz de volta o Action Rock de alta octanagem, provando que o espírito de Detroit e Estocolmo está bem vivo nas terras do norte.

Lançado em janeiro de 2026, o álbum é uma bofetada de energia pura para quem sentia falta de rock honesto, suado e sem grandes artifícios tecnológicos.

O Som: Rock’n’Roll sem Filtros

Se as bandas anteriores que analisámos (como Kreator ou Megadeth) se focam na precisão cirúrgica, os Juniper Inc. focam-se na atitude. O som é uma mistura explosiva de The Hellacopters, Gluecifer e os primórdios dos The Stooges, com aquela pitada de melodia escandinava que torna tudo viciante.

  • Produção "In Your Face": O álbum evita a sobreprodução digital. As guitarras soam sujas, a bateria é orgânica e a voz tem aquela rouquidão de quem passou noites a fio em clubes de rock.

  • Energia Inesgotável: Não há grandes momentos de repouso aqui. O disco é curto, grosso e desenhado para ser ouvido no volume máximo.

O Diferencial Finlandês

O que separa os Juniper Inc. de outras bandas de rock retro é a honestidade. Em 2026, onde a inteligência artificial e a perfeição técnica dominam o mercado, ouvir um grupo de finlandeses a tocar como se a sua vida dependesse de três acordes e um amplificador de válvulas é revigorante.

O Veredito Final

We Sold Our Souls For Rock'n'Roll é um dos álbuns mais divertidos deste início de ano. Não tenta ser intelectual nem revolucionar o género; o seu único objetivo é fazer-te abanar a cabeça e recordar por que razão te apaixonaste pelo Rock em primeiro lugar.

É um disco que "bebe" do passado, mas que soa incrivelmente fresco no cenário atual. Se os Juniper Inc. realmente venderam a alma para fazer este disco, foi um excelente negócio para os ouvintes.

Nota: 8.5/10

Recomendado para: Fãs de The Hellacopters, Gluecifer, Turbonegro e qualquer pessoa que prefira guitarras altas a sintetizadores polidos.


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Stormzone - Immortal Beloved (2026) UK

O oitavo álbum de estúdio dos norte-irlandeses Stormzone, intitulado Immortal Beloved, chegou em janeiro de 2026 marcando um retorno às origens — literalmente, já que a banda voltou a assinar com a editora Escape Music, a mesma que lançou a sua estreia há quase duas décadas.

Este é um disco de contrastes: começa com uma energia avassaladora, mas acaba por lutar contra a própria extensão.

O Regresso com Sangue Novo

Após uma pausa e mudanças significativas na formação, apenas o vocalista John "Harv" Harbinson e o guitarrista David Shields permanecem da formação original. A entrada de Shaun Nelson-Frame (que também produziu e misturou o disco) nas guitarras, juntamente com a secção rítmica dos irmãos Uhrin, trouxe um som mais robusto e "cheio", típico do Heavy Metal clássico britânico com nuances de Power Metal.

Sonoridade: Um Início de "Tirar o Fôlego"

O álbum começa de forma brilhante.

  • "Steel Meets Ice" e "Tyrannosaur": São descritas como faixas de ritmo acelerado e produção poderosa. Harbinson continua a mostrar que a sua voz é uma das mais fiáveis do género, entregando linhas vocais sólidas sobre uma muralha de som moderna.

O Desafio da Consistência

Onde o álbum parece "perder o gás" é na sua longevidade. Com 13 faixas, a análise aponta que o disco se torna um pouco unidimensional a partir da faixa-título.

  • Falta de Variedade: A crítica nota que, após o início explosivo, a banda cai num ritmo repetitivo. Embora faixas como "Stand In Line" tragam de volta o fulgor, o resto do álbum é visto como "mais do mesmo", faltando aquela faísca de inovação ou mudança de dinâmica que elevaria o Stormzone à "primeira divisão" do metal mundial.

  • Produção Impecável: Um ponto consensual é a qualidade sonora. Shaun Nelson-Frame fez um excelente trabalho na mistura, garantindo que o disco soe atual, pesado e nítido.

A Arte de Rodney Matthews

É impossível falar de Immortal Beloved sem mencionar a capa. Criada pelo lendário Rodney Matthews (Magnum, Diamond Head), a arte é descrita como um dos grandes atrativos do lançamento, especialmente para quem optar pela versão em vinil, capturando a essência mística e épica da banda.

O Veredito

Immortal Beloved é um passo em frente em relação ao anterior Ignite The Machine, mostrando uma banda mais coesa e com melhor produção. No entanto, peca pelo excesso de bagagem; se tivesse sido editado para 9 ou 10 faixas, seria um clássico instantâneo. Para os fãs de NWOBHM e Metal Melódico clássico (estilo Saxon ou Riot), continua a ser uma audição obrigatória, mesmo com os seus momentos de "piloto automático".

Nota: 7/10.

Destaques: "Steel Meets Ice", "Tyrannosaur", "Stand In Line". 

Recomendado para: Puristas do Heavy Metal britânico que valorizam produção cristalina e vozes melódicas potentes.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Death Dealer - Reign Of Steel (2026) USA

O regresso dos Death Dealer em 2026 com "Reign Of Steel" é exatamente o que se espera de um supergrupo composto por veteranos do Metal: um ataque frontal de Power e Speed Metal que não pede desculpa por ser barulhento, épico e tecnicamente avassalador.

O Supergrupo do Aço

Liderados pela voz estratosférica de Sean Peck (Cage, The Three Tremors) e pelas guitarras lendárias de Ross the Boss (ex-Manowar) e Stu Marshall (Night Legion), os Death Dealer mantêm a sua missão de preservar a chama do Heavy Metal tradicional. A adição de Mike LePond (Symphony X) no baixo e Steve Bollinee na bateria eleva a secção rítmica a um nível de precisão cirúrgica.

Sonoridade: Uma Parede de Som Implacável

O álbum é uma evolução natural de Conquered Lands, mas com uma produção que favorece ainda mais a agressividade das guitarras.

  • Vocal de Sean Peck: O homem continua a ser um fenómeno. Os seus agudos cortantes e a sua capacidade de alternar entre rosnados graves e gritos de "partir o vidro" são o motor dramático do disco.

  • Duelos de Guitarras: A química entre Ross e Stu é o ponto alto. Enquanto Ross traz o feeling e o peso do metal clássico, Stu injeta uma velocidade e tecnicismo modernos que tornam os solos de Reign Of Steel autênticos duelos de gladiadores.

Destaques das Faixas 

  • "The Heretic": Uma abertura furiosa que estabelece o tom do álbum. Velocidade pura e um refrão que fica gravado na memória logo à primeira audição.

  • "Vengeance Is Mine": Uma faixa que remete aos melhores tempos de Manowar, mas com uma dose extra de adrenalina. O trabalho de baixo de Mike LePond aqui é fenomenal.

  • "Steel Against Steel": O hino definitivo do álbum. É Power Metal de arena, feito para ser cantado a plenos pulmões, com uma cadência épica que prepara o ouvinte para a batalha.

  • "Wings of Fury": Destaca-se pela complexidade rítmica e pelas mudanças de tempo, mostrando que a banda não tem medo de flertar com o metal mais técnico.

O Veredito Final

Reign Of Steel não tenta reinventar o género; ele tenta dominá-lo. É um álbum feito para quem acha que o metal atual se tornou demasiado "limpo" ou moderado. Para o mim, este é um disco que "exala fumo e óleo de motor", mantendo a integridade do género intocada.

Embora o estilo vocal de Sean Peck possa ser intenso para ouvidos menos habituados ao Power Metal extremo, a qualidade instrumental é inquestionável. É, sem dúvida, um dos lançamentos de Heavy Metal mais sólidos de 2026.

Nota: 8.8/10 

Destaques: "The Heretic", "Steel Against Steel", "Vengeance Is Mine". 

Recomendado para: Fãs de Manowar, Judas Priest, Cage e qualquer pessoa que acredite que o Heavy Metal deve ser tocado a 11.


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Helix - Scrap Metal (2026) Canadá

O álbum "Scrap Metal", lançado em 23 de janeiro de 2026 pela Perris Records, marca o 15.º capítulo de estúdio (e o 14.º lançamento pela editora) dos veteranos canadianos Helix. Liderados pelo incansável Brian Vollmer, o único membro original remanescente aos 70 anos de idade, este disco é uma celebração da resiliência e da fidelidade ao Hard Rock dos anos 80.

Origem e Conceito: O "Metal Reciclado"

O título Scrap Metal não é por acaso. De acordo com Brian Vollmer, o projeto começou como uma ideia tardia: "Durante os anos 80, os Helix escreveram várias canções muito boas que nunca foram lançadas. Decidi terminá-las".

O álbum é composto por 12 faixas, combinando cinco temas inéditos (incluindo composições resgatadas dos anos 80) com cinco canções que já tinham aparecido em lançamentos menores ou raridades (como Old School, half-ALIVE e B-Sides).

Sonoridade: "Stuck in the 80s"

O álbum assume sem vergonha a sua identidade. O tema de abertura e primeiro single, "Stuck In The 80's" (com a participação de Sean Kelly na guitarra), serve como o manifesto do disco: rock de potência sem floreados, direto e fiel às raízes da banda.

  • Produção: A cargo de Aaron Murray e do baixista Daryl Gray, a produção consegue manter o equilíbrio entre um som atual e a energia "old school".

  • Vocal: Aos 70 anos, Vollmer é elogiado por ainda ser uma "força atrás do microfone", mantendo a crueza e o poder que definiram clássicos como "Rock You".

  • Guitarras: O disco conta com o "ataque de guitarras" de Mark Chichkan e Chris Julke, além de participações especiais dos ex-guitarristas Kaleb Duck e Brent "The Doctor" Doerner.

Destaques das Faixas

  • "Fast & Furious": Uma música que coloca a banda em "overdrive", sendo um dos momentos mais energéticos do disco.

  • "Pretty Poison": Outro destaque de Hard Rock clássico que mantém a coesão sonora.

  • "Coming Back With Bigger Guns": Mostra o lado mais agressivo e persistente do grupo.

Pontos Menos Positivos

A crítica aponta que a consistência do álbum diminui na reta final. As duas últimas faixas, "The Same Room" e "The Pusher", são descritas como "aborrecidas" e sem a mesma chama das anteriores, o que retira algum impacto ao encerramento do disco.

O Veredito

Scrap Metal não tenta ser moderno nem "hip". É um álbum honesto, feito por uma banda que ama o que faz após 50 anos de carreira. Embora não vá atingir as vendas de clássicos como No Rest For The Wicked, é um testemunho da "atitude de nunca desistir" de Brian Vollmer.

Para quem procura o espírito do Hard Rock canadiano dos anos 80 com uma execução técnica ainda muito sólida, este é um lançamento essencial de 2026.

Nota Sugerida: 7.5/10 (Equilibrando o entusiasmo pela longevidade com a quebra de ritmo final).


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