
Lançado a 13 de fevereiro de 2026 (ontem!), o álbum de estreia da bostoniana Austen Starr, intitulado I Am The Enemy, é uma daquelas surpresas que a Frontiers Music Srl adora lançar: uma artista nova com uma voz poderosa, apoiada por um autêntico "esquadrão de elite" do rock melódico.
O "Dream Team" nos Bastidores
O que salta logo à vista (e ao ouvido) é a qualidade técnica. Austen Starr não está sozinha: o álbum foi coescrito e gravado com Joel Hoekstra (Whitesnake, TSO) nas guitarras, Chris Collier (Mick Mars) no baixo e bateria, e Steve Ferlazzo nas teclas. O resultado é um som polido, mas com "garra".
A Sonoridade: Entre o Pop-Punk e o Hard Rock
Austen Starr descreve-se como um "desastre ansioso", e essa honestidade transpira nas letras. Musicalmente, o álbum é um híbrido interessante:
Influências Modernas: Há ecos de The Warning, Halestorm e até uma pitada de Paramore na atitude.
Coração AOR: Graças a Hoekstra, as melodias são o prato principal. Há solos de guitarra que elevam as canções para além do rock de rádio convencional.
Destaques das Faixas
"I Am The Enemy" (Faixa-Título): É o momento mais "pop" e viciante do disco. Tem um refrão que fica colado à cabeça e explora a dicotomia interna da artista entre o medo e o desejo de ser uma estrela de rock.
"Read Your Mind": Uma das composições mais fortes, escrita em colaboração com Joel Hoekstra. Mostra o lado mais melódico e trabalhado da banda de suporte.
"Medusa": Uma canção que Austen escreveu quando era mais jovem e que serviu de "isca" para assinar com a editora. Tem uma energia crua e uma performance vocal cheia de personalidade.
"Remain Unseen": Mais pesada e sombria, com uma letra inspirada numa versão "adulta e sinistra" de Alice no País das Maravilhas. É aqui que vemos o potencial da Austen para o Metal Moderno.
O Veredito Final
I Am The Enemy é uma estreia sólida que tenta equilibrar dois mundos. Para os puristas do Hard Rock, pode soar por vezes "demasiado pop", mas para quem procura um Rock fresco, emocional e com excelentes solos de guitarra, é um dos discos mais divertidos de fevereiro de 2026.
A voz de Austen tem textura e alma, e a produção de Chris Collier garante que o disco soe "enorme". Não é apenas mais um lançamento de uma "nova cara"; é o início de uma carreira que promete muito.
Nota: 8/10
Destaques: "I Am The Enemy", "Read Your Mind", "Medusa".
Recomendado para: Fãs de Halestorm, The Pretty Reckless, Avril Lavigne (fase rock) e quem gosta do virtuosismo de Joel Hoekstra.



