
Depois de um período de incerteza que quase ditou o fim definitivo dos Metal Church, o lançamento de Dead To Rights (2026) surge não apenas como um novo álbum, mas como uma ressurreição improvável. Entre dissoluções e a sombra pesada deixada pela perda de Mike Howe, Kurdt Vanderhoof conseguiu o impensável: reunir um "Dream Team" do metal e recuperar a chama que parecia extinta.
Aqui está a nossa análise sobre este regresso triunfal:
Avaliação: Metal Church – Dead To Rights (2026)
A Força do Novo Alinhamento
Se o álbum anterior não convenceu, Dead To Rights beneficia imenso de uma injeção de "sangue novo" com currículos de peso. Kurdt Vanderhoof mantém as rédeas da composição, mas a execução atingiu outro patamar:
Brian Allen (Vocais): Uma escolha magistral. Ao evocar o espírito do icónico David Wayne, Allen devolve à banda aquela agressividade estridente e arrepiante que definiu os primeiros clássicos.
David Ellefson (Baixo): A sua presença traz uma credibilidade e uma solidez técnica inquestionáveis.
Ken Mary (Bateria): Com passagens por Alice Cooper e Flotsam and Jetsam, Ken Mary é o motor que faltava para elevar o som a uma precisão de metralhadora.
Destaques das Faixas: O Ressurgir do Heavy Thrash
A Ressurreição após a Tempestade
É fascinante notar como o som evoluiu para algo que lembra a recente fase áurea dos Flotsam and Jetsam: um Heavy Thrash robusto, bem produzido e com uma vitalidade que ignora a idade dos seus intervenientes.
"My Wrath" encerra o disco com um impacto que deixa o ouvinte satisfeito, confirmando que a pausa e a dissolução de 2025 foram, afinal, o combustível necessário para este recomeço. A arte da capa, magnífica, é apenas o invólucro perfeito para o que está lá dentro: metal de alta qualidade.
O Veredito Final
Dead To Rights é o álbum que os fãs de Metal Church mereciam após tantos anos de incerteza. Brian Allen é a voz certa para este capítulo, e a dupla Ellefson/Mary transforma a banda numa unidade rítmica imparável. Contra todas as expectativas, Kurdt Vanderhoof provou que o Metal Church não está apenas vivo — está pronto para a guerra.
Nota: 9.0/10
"Esqueçam a 'Congregação da Aniquilação'. Dead To Rights é a prova de que, com os aliados certos, até uma igreja em ruínas pode ser reconstruída com aço e fogo."
Destaques: "Feet To The Fire", "Brainwash Game", "No Memory".
Recomendado para: Fãs de Overkill, Flotsam and Jetsam, Vicious Rumors e de toda a linhagem clássica do Power/Thrash americano.


