segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Induction - Love Kills (2026) Alemanha

O terceiro álbum de estúdio dos alemães Induction, intitulado Love Kills!, foi lançado a 6 de fevereiro de 2026 pela Reigning Phoenix Music. O disco é avaliado como um trabalho sólido de metal melódico que, embora não reinvente a roda, oferece uma dose de energia imediata e cativante.

Nova Formação, Mesma Ambição

Liderados por Tim Kanoa Hansen (filho do lendário Kai Hansen), os Induction chegam ao seu terceiro álbum com uma formação profundamente renovada. O disco marca a estreia de três novos membros: Markus Felber, Justus Sahlmann e Gabriele Gozzi. Esta mudança parece ter injetado uma nova dinâmica na banda, que procura subir de nível no panorama do metal europeu.

Sonoridade: Mais Sintetizadores e Melodias "Doces"

A grande marca de Love Kills! é o reforço dos elementos eletrónicos e sintetizadores, que ganham mais destaque do que nos lançamentos anteriores.

  • O Lado Melódico: Canções como "Virtual Insanity" (a abertura) e "Dark Temptation" mostram este novo foco, com camadas de sintetizadores que criam uma fundação sonora polida e, por vezes, descrita como "açucarada".

  • Equilíbrio com o Peso: Para evitar que o som se torne demasiado suave, a banda equilibra a balança com hinos de metal robustos, garantindo que a essência do Power/Melodic Metal se mantém intacta.

Destaques das Faixas

  • "Steel and Thunder": Um dos momentos mais pesados do álbum. É um verdadeiro "headbanger" com um ritmo acelerado e um refrão viciante que compensa o início mais atmosférico do disco.

  • "Gods of Steel": Considerada um dos grandes destaques. Começa com uma linha de baixo pulsante e evolui para uma composição dramática e épica, com uma progressão atmosférica que agarra o ouvinte.

  • "I Am Evil": Uma faixa focada em ganchos melódicos (hooks) onde os teclados fazem mais do que apenas preencher o fundo, conduzindo a música com densidade.

O Veredito

Os Induction seguem uma "fórmula testada e comprovada". O álbum é comparado ao açúcar: fornece energia instantânea e capta a atenção desde a primeira audição, mas talvez não ofereça uma jornada de exploração sonora profunda ou duradoura para quem procura inovação radical no género.

É um disco direto, extremamente bem produzido e focado em melodias acessíveis combinadas com o virtuosismo das guitarras de Hansen.

Nota: 7/10

Destaques: "Steel and Thunder", "Gods of Steel", "Virtual Insanity". 

Recomendado para: Fãs de Helloween, Beast in Black, Stratovarius e ouvintes que apreciam Metal Melódico moderno com fortes influências de sintetizadores.

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Tailgunner - Midnight Blitz (2026) UK

O segundo álbum dos britânicos Tailgunner, intitulado Midnight Blitz, foi lançado em fevereiro de 2026 e consolidou a banda como a grande força motriz da New Wave of Traditional Heavy Metal (NWOTHM) no Reino Unido. Produzido pela lenda K.K. Downing (ex-Judas Priest), o disco é uma celebração pura e sem remorsos do heavy metal clássico.

O Som: Metal Britânico de "Sangue Azul"

Os Tailgunner não tentam reinventar a roda; eles tentam fazê-la girar o mais rápido possível. O som é uma mistura explosiva de Iron Maiden (era Killers e Number of the Beast), Judas Priest e o Speed Metal melódico dos Helloween. A produção de K.K. Downing conferiu ao álbum uma crueza autêntica, fugindo das produções digitais excessivamente polidas que dominam o género hoje em dia.

  • Craig Cairns (Vocais): Descrito como o coração da banda, Cairns entrega uma performance vocal poderosa, com agudos que lembram os melhores momentos de Bruce Dickinson e Rob Halford.

  • Ataque de Guitarras Gémeas: A química entre Zach Salvini e a nova recruta Rhea Thompson é o ponto alto instrumental, com harmonias rápidas e solos que "rasgam" as colunas.

Destaques das Faixas

  • "Midnight Blitz": A faixa de abertura começa com uma sirene de ataque aéreo e estabelece o tom do álbum. É metal "pé no fundo", galopante e desenhado para ser um hino de concertos.

  • "Tears In Rain": Uma faixa que diminui ligeiramente o ritmo, mas mantém a intensidade melódica. O crítico destaca que, embora soe familiar, a execução é tão perfeita que se torna reconfortante.

  • "Follow Me In Death": Destaca a bateria de Eddie Mariotti, que soa como "fogo de artilharia", impulsionando o ataque das guitarras.

  • "War In Heaven": O momento mais surpreendente do disco. É uma power ballad épica que introduz sintetizadores tocados por Adam Wakeman (Ozzy Osbourne, Black Sabbath). Mostra uma versatilidade que a banda não havia explorado no álbum de estreia.

  • "Eulogy": O encerramento monumental que soa como uma versão mais contida (mas ainda épica) de DragonForce, fechando o álbum com classe.

O Veredito Final

Para mim, este não é um exercício de nostalgia ou ironia; é o "negócio real". A crítica enfatiza que, enquanto os deuses do metal originais se aproximam da reforma, bandas como os Tailgunner são essenciais para manter o género vivo e relevante.

O álbum é descrito como "brilhante", "vivido" e "tocado como se a vida deles dependesse disso". Se o primeiro álbum foi o cartão de visita, Midnight Blitz é a conquista definitiva.

Nota Sugerida: Aproximadamente 9/10

Destaques: "Midnight Blitz", "War In Heaven", "Barren Lands And Seas Of Red". Recomendado para: Fãs de Iron Maiden, Judas Priest, Enforcer e qualquer pessoa que acredite que o Heavy Metal deve ser tocado com "punhos no ar".


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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Soen - Reliance (2026) Suécia

A crítica atribui ao álbum "Reliance" dos Soen uma nota quase perfeita de 9.5/10, classificando-o como possivelmente o melhor trabalho da banda e um dos melhores discos de metal de 2026.

Veredito: 9.5/10 

A análise começa por sublinhar o peso filosófico do álbum. Thorley observa que, em 2026, nunca estivemos tão conectados tecnologicamente e, ao mesmo tempo, tão isolados, um tema que os Soen exploram com mestria. O disco é descrito como "provocador" e "profundamente instigante".

Análise das Faixas:

  • "Primal": A abertura é descrita como sombria, pesada e "eerie" (inquietante). A interpretação de Joel Ekelöf em frases como "we are breaking every chain" soa mais como uma "insistência desesperada" do que como um simples grito de guerra.

  • "Mercenary": Destaca-se pelo seu ritmo militarista, rígido e imponente, interrompido por um solo de guitarra massivo que surge de forma inesperada.

  • "Discordia": Comparo a desolação desta faixa ao som dos Katatonia, mas nota que os Soen elevam a composição a algo muito maior e mais imprevisível.

  • "Axis" e "Huntress": Estas faixas mostram uma versão mais direta e "afiada" da banda, afastando-se um pouco da indulgência progressiva habitual. "Huntress" é elogiada pela dinâmica quiet-verse/loud-chorus e pelos solos prontos para estádios.

  • "Unbound": Descrita como puro groove, uma música física e impossível de ignorar.

  • "Indifferent": É considerada a grande surpresa do álbum. Uma balada de piano "corajosa e devastadora" que expõe o medo do vazio emocional, contrastando com o peso do resto do disco.

  • "Drifter" e "Draconian": Thorley elogia o uso inteligente das teclas em "Drifter" e a capacidade de "Draconian" em criar melodias cativantes que, ainda assim, imploram por conexão humana em vez de conforto fácil.

  • "Vellichor" (Encerramento): Uma conclusão que habita nas sombras, sem resoluções fáceis, o que o crítico considera o final perfeito para um álbum tão complexo.

Conclusão:

Os Soen atingiram o seu auge criativo com este sétimo álbum. A produção e a entrega emocional fazem de "Reliance" uma obra que "se recusa a dar respostas fáceis" e que obriga o ouvinte a confrontar a sua própria mente.

Destaque final: "O sétimo álbum deles não é apenas o melhor deles, pode ser um dos melhores discos de metal que ouvirão este ano."

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Nite Stinger - What The Nite Is All About (2026) Brasil

Lançado em 23 de janeiro de 2026 pela editora alemã Pride & Joy Music, o segundo álbum dos paulistanos Nite Stinger, intitulado What The Nite Is All About, é um manifesto de que o Hard Rock "oitentista" brasileiro não só está vivo, como tem qualidade de exportação.

Após a excelente recepção da sua estreia em 2021, a banda — composta por Jack Fahrer (voz), Bento Mello (baixo), Ivan Landgraf e Bruno Marx (guitarras) e Leandro Araújo (bateria) — entrega um disco que é puro combustível para a vida noturna.

A Receita do "Sunset Strip" com Tempero Paulista

Se no primeiro álbum eles estabeleceram as bases, em What The Nite Is All About os Nite Stinger elevaram a fasquia. O som continua profundamente enraizado nos gigantes de Los Angeles (Mötley Crüe, Ratt, Dokken), mas com uma produção moderna e robusta que evita o som "datado".

  • As Guitarras: O trabalho de Ivan e Bruno é o grande motor do álbum. Há uma abundância de harmonias de guitarra e solos que evocam o espírito de George Lynch e Warren DeMartini.

  • A Voz de Jack Fahrer: Jack mantém-se como um dos grandes nomes do estilo no Brasil, com um timbre que mistura a atitude do Sleaze Rock com o controlo melódico do AOR.

Destaques das Faixas

  • "You Know Why": Uma abertura explosiva com um riff viciante e um coro feito para ser gritado em arenas. Define imediatamente o tom de "celebração" do disco.

  • "The Night Is Never Over": Com um toque escandinavo que lembra bandas como H.E.A.T ou Crazy Lixx, destaca-se pelas vozes de apoio (gang vocals) massivas e uma energia contagiante.

  • "Love & Freedom": O ritmo é mais denso, com um baixo pulsante de Bento Mello que remete levemente ao clássico "Balls to the Wall" dos Accept, mostrando um lado mais "heavy" da banda.

  • "What The Night Is All About": A faixa-título é um dos momentos mais aguardados, contando com a participação especial de Stevie Rachelle (vocalista dos Tuff). É rock de rua, sujo e divertido.

  • "All The Love That You Need": Ninguém faz um disco de Hard Rock sem uma balada "neon". Esta é uma power ballad clássica, repleta de nostalgia e emoção, onde o sintetizador e as guitarras melódicas brilham.

  • "High Above": Conta com o lendário Hugo Mariutti (Shaman/Viper), adicionando uma camada extra de classe ao trabalho de guitarras do disco.

O Veredito Final

What The Nite Is All About é uma vitória para o Hard Rock nacional. A banda conseguiu reunir convidados de peso e uma escrita de canções mais madura, sem perder a urgência e a rebeldia do género. É um álbum que não tenta reinventar a roda, mas que a faz girar a alta velocidade.

Embora o disco possa parecer familiar para quem viveu os anos 80, a execução é tão impecável que se torna impossível não se deixar contagiar. Se o objetivo era criar a banda sonora perfeita para uma noite de excessos e guitarras altas, os Nite Stinger atingiram o alvo em cheio.

Nota: 8.5/10

Destaques: "You Know Why", "The Night Is Never Over", "All The Love That You Need". Recomendado para: Fãs de Ratt, Dokken, Crazy Lixx e de qualquer pessoa que sinta falta de um bom "shredding" de guitarra acompanhado por refrões épicos.


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X-Sinner - Goin' Out With A Bang (2026) USA

Se existe uma banda que define o conceito de "se não está estragado, não consertes", essa banda são os X-Sinner. O seu novo álbum de 2026, intitulado significativamente Goin' Out With A Bang, é saudado como o "Regresso Hard Rock do Ano".

Aqui está a análise deste lançamento que prova que o rock clássico de alta voltagem nunca morre.

O Regresso dos "Filhos Espirituais" de AC/DC

Desde a sua estreia no final dos anos 80, os X-Sinner foram sempre comparados aos AC/DC (especialmente da era Back in Black). Em 2026, eles não tentam fugir dessa herança; pelo contrário, abraçam-na com uma produção moderna e uma energia que muitos grupos com metade da idade não conseguem replicar.

  • O Som: Imagine a precisão rítmica de Malcolm Young aliada à voz rouca e carismática que o género exige. O álbum é seco, direto e focado em riffs de guitarra que entram no cérebro e não saem.

  • A Produção: A crítica destaca que, apesar de soar "clássico", o disco tem um polimento de 2026 que faz as colunas tremerem. A bateria é massiva e as guitarras têm aquele estalido característico das válvulas a ferver.

O Veredito

Goin' Out With A Bang é o álbum que os fãs de Hard Rock tradicional estavam à espera. Os X-Sinner conseguiram a proeza de soar familiares sem parecerem uma mera cópia de si mesmos. É um disco cheio de ganchos melódicos, letras com mensagem e, acima de tudo, uma honestidade sonora rara nos dias de hoje.

Para mim, este não é apenas um bom álbum; é a prova de que a banda ainda é o "padrão ouro" do Hard Rock clássico dentro e fora do seu nicho original.

"Se este for realmente o último suspiro dos X-Sinner, então eles acabam de entregar a sua obra-prima definitiva."

Nota: 9.2/10

Recomendado para: Fãs de AC/DC, Krokus, Rhino Bucket e qualquer pessoa que aprecie Rock’n’Roll puro, duro e sem filtros.

Juniper Inc. - We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (2026) Finlândia

A Finlândia é mundialmente famosa pelo seu Metal Sinfónico e Melancólico, mas os Juniper Inc. decidiram seguir um caminho diferente em 2026. Com o audacioso título We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (uma piscadela de olho óbvia à compilação clássica dos Black Sabbath), esta banda traz de volta o Action Rock de alta octanagem, provando que o espírito de Detroit e Estocolmo está bem vivo nas terras do norte.

Lançado em janeiro de 2026, o álbum é uma bofetada de energia pura para quem sentia falta de rock honesto, suado e sem grandes artifícios tecnológicos.

O Som: Rock’n’Roll sem Filtros

Se as bandas anteriores que analisámos (como Kreator ou Megadeth) se focam na precisão cirúrgica, os Juniper Inc. focam-se na atitude. O som é uma mistura explosiva de The Hellacopters, Gluecifer e os primórdios dos The Stooges, com aquela pitada de melodia escandinava que torna tudo viciante.

  • Produção "In Your Face": O álbum evita a sobreprodução digital. As guitarras soam sujas, a bateria é orgânica e a voz tem aquela rouquidão de quem passou noites a fio em clubes de rock.

  • Energia Inesgotável: Não há grandes momentos de repouso aqui. O disco é curto, grosso e desenhado para ser ouvido no volume máximo.

O Diferencial Finlandês

O que separa os Juniper Inc. de outras bandas de rock retro é a honestidade. Em 2026, onde a inteligência artificial e a perfeição técnica dominam o mercado, ouvir um grupo de finlandeses a tocar como se a sua vida dependesse de três acordes e um amplificador de válvulas é revigorante.

O Veredito Final

We Sold Our Souls For Rock'n'Roll é um dos álbuns mais divertidos deste início de ano. Não tenta ser intelectual nem revolucionar o género; o seu único objetivo é fazer-te abanar a cabeça e recordar por que razão te apaixonaste pelo Rock em primeiro lugar.

É um disco que "bebe" do passado, mas que soa incrivelmente fresco no cenário atual. Se os Juniper Inc. realmente venderam a alma para fazer este disco, foi um excelente negócio para os ouvintes.

Nota: 8.5/10

Recomendado para: Fãs de The Hellacopters, Gluecifer, Turbonegro e qualquer pessoa que prefira guitarras altas a sintetizadores polidos.


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