Javier Vargas regressa à cena com um projeto que, além de dar-nos uma composição de Manolo Tena, recupera temas lendários de autores argentinos (Spinetta, Frascino, Discépolo, Litto Nebbia ...), de que algumas letras foram mesmo proibidas pelas ditaduras militares.
O começo envolvente de "Cambalache & Bronca" reflete o que vamos ouvir nos quinze temas: blues, rock e um amplo espectro de canções deslumbrantes. Composto, na mesma época que o sucesso “Sangre española”, “No te rindas” é o tributo otimista na forma de blues-rock que faz ao seu falecido amigo Manolo Tena e onde José Rulo, como em "Sucio y desprolijo” deixou a sua marca na forma de alcance vocal.
As águas calmas derramam se em "Escapando de mí" sob a “Plegaria para un niño dormido” ou entre as nuvens de “Viento, dile a la lluvia” enquanto que "Post Crucifixión" e "Mister Jones (Retrato de una familia americana) "são um rock and roll atrevido que certamente vai fazer te mexer os pés.
Um interessante slide de guitarra apresentado em "Ana no duerme", mas rapidamente dá lugar a um rock anos 80 levando a um fabuloso solo final. Esta grande obra demonstra mais uma vez, se havia alguma dúvida, que é o génio do blues latino como mostra em "Avellaneda Blues" e "La balsa" ou o instrumental para guitarra que abre a passagem de "Espíritu celeste".



