domingo, 5 de julho de 2026

Dominum - Night is Calling (2026) Alemanha

Se o Power Metal muitas vezes se leva demasiado a sério, os Dominum chegaram para garantir que a sua cova seja o lugar mais divertido do cemitério. Com Night is Calling (2026), o terceiro álbum da banda alemã, Felix "Dr. Dead" Heldt prova que a sua "mente febril" não conhece limites, transformando o apocalipse zombie num carnaval de riffs épicos e ganchos pop que seriam a inveja de qualquer banda de arena.

Avaliação: Dominum – Night is Calling (2026)

O Caos Organizado

Os Dominum são uma banda subversiva. Eles usam a estrutura do Power Metal como um cavalo de Troia para introduzir elementos que, à partida, não deveriam funcionar — sons de circo, influências de rock progressivo e uma sensibilidade pop que torna cada refrão uma sentença de prisão perpétua na tua cabeça. A produção é, como sempre, "beligerante": enorme, pesada, mas com uma nitidez que permite que cada detalhe, por mais absurdo que seja, brilhe.

Mapeamento da Loucura

Faixa

Vibe / Estilo

O que esperar

"The Circus is in Town"

Eufórica/Circo

Ritmos entrecortados e um convite para o caos total.

"Night is Calling"

Épica (c/ Marina La Torraca)

O dueto com a vocalista dos Battle Beast é uma força da natureza.

"Dark Melodies"

Prog-Metal/Alt-Metal

Onde Heldt mostra o seu carisma vocal a outro nível.

"Devil's Son"

Carnaval de Terror

Energia para a pista de dança com a estética dos Beast in Black.

"Thriller" (Cover)

Absurda/Hilária

Uma interpretação que é, simultaneamente, um crime e um hino.

Por que isto é "A" Revelação?

A inclusão de Marina La Torraca na faixa-título é um golpe de mestre. A sua voz, uma autêntica força da natureza, eleva a dinâmica da banda, provando que os Dominum não são apenas uma brincadeira teatral, mas um projeto com credenciais musicais sérias.

O disco é implacável na sua capacidade de criar refrões "grudentos". Faixas como "Jack The Ripper" ou "I Don't Drink Wine" são o testemunho de uma banda que compreendeu que o horror e o humor não são mutuamente exclusivos; na verdade, quando misturados com o Power Metal certo, criam uma experiência de entretenimento total. A sua versão de "Thriller" é o exemplo máximo da coragem (ou insanidade) de Heldt: é hilariante, é desnecessária e, por isso mesmo, é absolutamente perfeita para o universo que a banda construiu.

"Night is Calling não é apenas um álbum; é um parque de diversões temático. Mais zumbis, mais metal e uma exuberância que faz com que qualquer outra banda de Power Metal pareça, em comparação, um pouco cinzenta demais."

O Veredito Final

Night is Calling supera os seus antecessores ao entregar a coleção de músicas mais coesa, divertida e audaz que Felix Heldt já compôs. É um álbum que não apenas desafia as convenções do género, como as usa para criar algo refrescante e vibrante. Se procuras música que te faça saltar enquanto celebras o fim do mundo (em versão zombie), não procures mais.

Nota: 9.5/10

Destaques: "Night is Calling", "Dark Melodies", "Devil's Son".

Recomendado para: Fãs de Feuerschwanz, Beast in Black, Battle Beast e qualquer pessoa que acredite que o Heavy Metal precisa de mais cor, humor e mortos-vivos.


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Temas:

01. The Circus Is in Town 03:25
02. Doctor Doctor 03:19
03. Children of the Night 03:30
04. Nosferatu 03:14
05. Dark Melodies 03:45
06. Night Is Calling 03:34
07. Jack the Ripper 04:10
08. Thriller (Michael Jackson cover) 03:09
09. Devil's Son 03:23
10. I Don't Drink Wine 02:52
11. Endzeit 04:56
12. Don't Get Bitten by the Wrong Ones (acoustic) 02:52
13. Hey Living People (acoustic) 03:35

Banda:

Felix Heldt "Dr. Dead" - Vocals
Patient Zero – Bass
Tommy Kemp – Guitar
Victor Hiltop – Drums




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