domingo, 21 de junho de 2026

Joe Holmes - Joe Holmes (2026) USA

Quando um guitarrista com o calibre de Joe Holmes decide sair das sombras e assumir o centro do palco, as expectativas disparam. Tendo aprendido com o lendário Randy Rhoads e cimentado o seu nome na história do Rock ao lado de Ozzy Osbourne e David Lee Roth, Holmes não é apenas um músico; é um arquiteto de riffs. Com o seu álbum homónimo de 2026, ele não só cumpre as expectativas como as pulveriza.

Avaliação: Joe Holmes – Joe Holmes (2026)

Uma Reunião de "Pesos-Pesados"

Se o álbum já seria aguardado pela pura destreza técnica de Holmes, a sua secção rítmica torna-o um acontecimento imperdível. Ter Robert Trujillo (Metallica) no baixo e Mike Bordin (Faith No More) na bateria — companheiros dos tempos de Ozzy — confere ao álbum uma química que o dinheiro não compra. A voz de Robert Locke (Laidlaw) é a cereja no topo do bolo, oferecendo uma interpretação poderosa que casa na perfeição com a agressividade elegante de Holmes.

A Assinatura de um Mestre

Joe Holmes é frequentemente comparado a gigantes como Zakk Wylde, mas Joe Holmes prova que ele possui um arsenal próprio. Onde Zakk é pura força bruta, Holmes é cirúrgico, técnico e, ainda assim, perigosamente selvagem. O disco é um compêndio de Hard Rock de alta voltagem, carregado de groove e riffs que parecem "de ouro".

Aspeto

Diagnóstico

Trabalho de Guitarra

Versátil, técnico e visceral. A técnica herdada de Rhoads encontra a maturidade moderna.

Seção Rítmica

Trujillo e Bordin formam uma das bases mais sólidas e criativas dos últimos anos.

Composição

Riffs de cortar a respiração, estrutura de Rock Pesado clássico mas com frescura.

Vocal

Robert Locke entrega uma performance de "primeira linha".

Para quem é este álbum?

Este não é um disco que se enquadra apenas num subgénero. Ele é a ponte perfeita para fãs de:

  • George Lynch / Lynch Mob: Pela sofisticação nas guitarras.

  • Alice In Chains / Soundgarden: Pela densidade e atmosfera.

  • Era Ozzy / Sabbath (Tony Martin): Pelo peso e pelo drama composicional.

  • KXM: Pela sinergia de um supergrupo que realmente funciona.

O álbum, dedicado à memória de Ozzy (uma figura central na carreira de Holmes), sente-se como um tributo honesto. Não tenta emular o som do Príncipe das Trevas, mas sim capturar aquela energia "selvagem" que definia as melhores fases da sua banda.

"Joe Holmes não é apenas um guitarrista incrível; é um compositor que entende que o Hard Rock, para ser memorável, precisa de ter alma, suor e uma secção rítmica que te faça querer partir tudo. É, sem dúvida, uma joia do Hard Rock moderno."

O Veredito Final

Joe Holmes é um triunfo absoluto. É o tipo de álbum que nos faz questionar por que razão este homem não esteve à frente do seu próprio projeto a solo mais cedo. Com uma produção irrepreensível, uma banda de apoio que é um verdadeiro "quem é quem" do metal e uma coleção de faixas onde não há pontas soltas, este disco é um candidato sério ao álbum de Hard Rock do ano.

Nota: 9.6/10

Destaques: A química entre Holmes, Trujillo e Bordin; o timbre de guitarra refinado e os refrões explosivos.

Recomendado para: Fãs de Ozzy Osbourne, Metallica, Faith No More, Lynch Mob e qualquer pessoa que aprecie a arte da guitarra bem executada e sem rodeios.


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Temas: 

01. Speak Into The Sea 04:44
02. Cross Eyed Stare 03:44
03. The Deadfall 07:14
04. Ocin 06:50
05. Away 05:41
06. Lay You Low 04:52
07. The Crush Of Light 04:45
08. Wake Into The Inside 05:54

Banda:

Joe Holmes (David Lee Roth, Ozzy Osbourne) - Guitar
Robert Locke (Farmikos) - Vocal
Robert Trujillo (Metallica) - Bass
Mike Bordin (Faith No More) - Drums




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