segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Lionville – Lionville (2011) Itália
Lionville é um novo projeto banda a partir de Avenue Of Allies composta pelo italiano Stefano Lionetti. Ele reuniu Lars Säfsund (Work Of Art), Alessandro Del Vecchio (Eden’s Curse) e Pierpaolo Monti (Shining Line) à banda. Há também muitos convidados, incluindo Tommy Denander, Bruce Gaitsch e Arabella Vitanc.
O disco leva de volta ao tempo de Boulevard, Giant, Bad English and Survivor, influências fortes, que podem ser ouvidas durante todo o disco.
Realmente a música não é nova, todos nós já ouvimos isto antes, canções sobre amor e compreensão e letras cheias de emoção. Mas de qual quer maneira este disco tem uma musicalidade brilhante.
Ele abre com Here By My Side e é seguido por With You, duas grandes canções cativantes. Thunder In Your Heart e The World Without Your Love são 2 canções escritas por pessoas de fora da banda. O primeiro é um cover de John Farnham de um obscuro filme dos anos 80 e o segundo é uma balada escrita por Richard Marx, Bruce Gaitsch e Amy Sky. Ambas as canções são fantásticas, duas das melhores músicas do disco. No End In Sight é uma balada muito emocional onde a voz de Lars Säfsund encaixa como uma luva, música excelente. A melhor música do disco é The Chosen Ones, um dueto com Säfsund e Arabella Vitanc e Tommy Denander nos solos de guitarra, esta canção é simplesmente fantástica. As grandes canções continuam com a balada Over And Over onde Lionetti canta. O disco termina com a incrível balada Say Goodbye, onde podemos ouvir a marca registada de Bruce Gaitsch na guitarra acústica.
Um disco, mesmo dos grandes, geralmente tem um par de músicas de enchimento, mas neste disco não é o caso. Talvez Center Of My Universe seja a música menos conseguida, mas não é mau. Este é apenas um disco fantástico de Melodic Rock/AOR.
Lionville - II (2012) Itália
Finalmente chegou e depois de tanto tempo de anseio para finalmente podemos desfrutar do novo álbum dos Lionville. E vale a pena, porque nós certamente temos um dos álbuns do ano, como foi o seu álbum de estreia. O primeiro trabalho deixou muitos perplexos, completamente fascinados, eu, pessoalmente, estava fascinado com o trabalho destes músicos o que é por um bom motivo, o género AOR foi rejuvenescido e elevado a outro estado, muito graças ao trabalho sensacional destes jovens.
O novo trabalho dos Lionville está muito mais cuidado e trabalhado, tratados com muito mais empenho e paixão e que é evidente não só na qualidade dos temas, mas na participação notória e significativa de músicos que colaboram com a banda. Músicos fantásticos como Robert Sall (Work Of Art, WET), Mario Percudani (Hungryheart, Issa, Shining Line, Mitch Malloy), Alessandro Mori (Mitch Malloy, Moonstone Project), Anna Portalupi (Hardline, Mitch Malloy, Issa, Steve Lukather ) e o guitarrista Bruce Gaitsch (Richard Marx, Chicago), que colabora em sete faixas do álbum. Observe também a participação de Herman Furin (Work Of Art) e o saxofonista italiano Joe La Viola. Na composição dos temas estão envolvidos novamente Stefano, Pierpaolo Zorro Monti (Shining Line, Charming Grace), Robert Sall, Lars Säfsund e Alessandro Del Vecchio. Também colabora neste disco Miqael Persson (Eclipse, Toby Hitchcock, Giant)
Nas fileiras do grupo, encontramos o grande Lars Säfsund nas vozes, na percussão Pierpaolo, Alessandro nos teclados e Stefano, nos acordes de guitarra. Tudo bem, excepto Pierpaolo, faz um grande trabalho no coro, algo tão típico do rock mais melódico, coros uniformes e delicados.
Estes músicos voltam a fazê-lo. Voltam-nos a dar um álbum cheio de letras refinadas e letras sinceras acompanhadas por melodias suaves e energéticas. Dê-nos um outro disco para manterem o sonho.
All We Need é a faixa de abertura deste trabalho novo e talentoso. Definitivamente criaram um som único no género AOR, um soft rock que passeia entre o melhor e a mais pacífica AOR West Coast. Uma questão directa com vocais incríveis, a voz de Lars é incrível, magnífica, uma voz virtuosa de se contemplar. O futuro do rock mais melódico está assegurado por estes músicos, tanto em suas respectivas bandas como em Lionville ou Work Of Art, estão presentes.
Segue-se The Only Way Is Up, um tema orgulhoso e optimista, um ritmo enérgico Another Day, em tema directo onde se destaca mais o trabalho da guitarra de Stefano e a perfeição no coro. Simplesmente impressionante.
Higher, outro dos tema carregado com grande energia, mas o que me cativou completamente foi No Turning Back, um grande mid-temp cheio de sentimento e de musicalidade. Uma tema elegante e impecável, como está sendo este disco. Com All This Time se voltam para aquele som AOR mais típico, um som anos 90, mais clássico, mais enérgico e com um refrão poderoso e cativante. Talvez minha canção favorita no álbum, mas eu tenho que saboreá-lo como merece e é talvez muito cedo para dizer. Mas estas faixas alegram a minha vida, eu estou cheio de nostalgia e bravura. Aqueles que adoram esse tipo de música e a levam param o campo mais íntimo e questões pessoais agradecemos temas assim. Next To Me, sétima canção no álbum que continua a surpreender. Ele tem um corte parecido com a anterior, um clássico AOR, mas também mais lento melancólico, com um coro muito agradável e muito refinado. As melodias que estes músicos criam são certamente extraordinárias, superiores em todos os sentidos.
O seguinte é um presságio do tema, música excelente, extremamente requintada. Este tema é uma grande versão da música Waiting For A Star To Fall banda de AOR-Pop Boy Meets Girls. Honestamente, eu ainda estou gostando da versão original, mas a versão dos Lionville vai fazer justiça suficiente, conseguindo ter um excelente tema.
Entrando na recta final deste grande álbum temos Don’t Walk Away, outro tema que se apoderou de mim, melódico com um som de rock mais forte e, novamente, um outro grande coro. Um detalhe importante é as letras destas músicas, todas positivas, incitam ao humor e ilusão.
Poucas bandas conseguem produzir um álbum cujas canções, da primeira á última, são uma explosão de talento e génio. Tanto em Work Of Art como em Lionville, temos um extenso catálogo de temas de valor, todos e cada um deles. E assim vemos nestas últimas músicas do álbum "II" de Lionville. On In A Million bem podia estar no último álbum dos Work Of Art, um tema excitante, fenomenal, onde Lars continua a deixar-nos os ouvidos regalados com sua voz particular e magistral.
Shining Over Me e Open Your Heart são as temas que colocam o toque final a este novo álbum Shining Over Me é outra faixa que mais me surpreendeu e disputa o lugar de melhor canção com All This Time. Outro tema directo e duro, directo para levantar o ânimo. Finalmente despedem-se com Open Your Heart, uma linda balada, sensível, outro destaque do álbum. Um tema realmente tocante.
domingo, 6 de setembro de 2015
POST DA SEMANA
Slayer - Repentless (2015) USA
Os Slayer estão de volta com um novo álbum, 'Repentless'. Este é o 11º álbum da banda até à data, o primeiro ao fim de seis anos, o primeiro desde a morte do guitarrista Jeff Hanneman em 2013 e a inclusão de guitarrista do Exodus Gary Holt. São várias as estreias e notas de rodapé para este novo disco de uma das maiores bandas de thrash metal.
O novo álbum pode parecer a continuação de onde "World Painted Blood" parou, na verdade, uma das faixas, "Atrocity Vendor" é uma faixa que sobrou desse álbum e também foi lançada em single. Ser a continuação não é necessariamente uma coisa má como a banda intensificara um pouco as canções e a produção onde é mais firme e menos turva. Enquanto as faixas mais antigas, como "Implode", que foi ouvida pela primeira vez, há algum tempo é muito reminiscente de "Public Display of Dismemberment" e "Atrocity Vendor" encaixam claramente com "World Painted Blood", é o material mais recente que realmente se destaca neste álbum. As 2 primeiras músicas (não contando a faixa de introdução muito boa "Delusions Of Saviour"), que são a faixa-título "Repentless" e "Take Control" são os temas thrash, mas não definem o tom para o resto do álbum onde as coisas abrandam como cada música chega ao fim.
Fãs com medo da falta dos ataques de guitarra derivado á ausência de Jeff Hanneman, não tenham medo que Gary Holt faz realmente um trabalho tremendo preenchendo e mantendo o estilo Slayer com a assinatura razoavelmente intacta. A faixa-título, provavelmente, com o melhor exemplo disso. "Vices" é um pouco inspirado por death metal de uma forma que é groove e heavy riffs em conjunto enquanto "When The Stillness Comes" surge como ritmo doom. É neste ponto que o verdadeiro aspecto thrash tem diminuído e o álbum torna se muito mais Groove, o que não é necessariamente mau porque as músicas ainda são boas, mas se estás procurando um álbum completo de thrash, pois na segunda parte do álbum podes ter uma desilusão.
A faixa mais notável pode ser "Piano Wire", que foi trabalhada por Jeff antes de seu falecimento. É tipo de música que não tem o groove de outras canções, mas tem uma forte atmosfera dark. Infelizmente não é a minha música favorita, mas eu tenho certeza que os fãs vão olhar para esta música como o último legado de Jeff nos Slayer. Para o fim do álbum está uma pequena joia em "You Against You". Ela começa como uma outra faixa mid-tempo, mas se transforma num grande thrash, é facilmente um dos destaques do álbum e um tema que me surpreendeu, pois é quase no fim do álbum. No geral "Repentless" tem definitivamente uma vibração "World Painted Blood" com pitadas de "Seasons In The Abyss" e "God Hates Us All", o som foi ligeiramente intensificado sem exageros, mas no final é um álbum dos Slayer.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Axxis - Back To The Kingdom (2000) Alemanha
Os rockers alemães Axxis que lançaram alguns grandes álbuns no final dos anos 80 e início dos anos 90. Depois de um par de álbuns dececionantes e uma ligeira mudança de estilo, a banda com este disco está de volta ao que fazem melhor: hard rock da qualidade.
O tema de abertura "Shadowman" é um impressionante pedaço de melódico metal, com grandes guitarras, ritmos cativantes e um grande coro. Eles fornecem uma mistura de canções melódicas heavy up-tempo, um par de baladas e mais algumas músicas rock. Um par de canções são realmente heavy e enérgicas a comprovar que a banda está novamente de volta em forma. Um par de canções são simples demais, sendo aborrecidas e sem inspiração. Embora algumas canções não cheguem ao padrão de "Shadowman", há músicas de qualidade suficiente a serem encontradas aqui para manter os fãs do melódico hard rock satisfeitos. No geral, este é um CD que vale a pena ouvir. Além de tudo isso o CD tem uma boa produção limpa.
Fãs de álbuns anteriores da banda, ou fãs de melódico hard rock, em geral, que gostam de grandes guitarras e grandes coros, vão encontrar neste álbum canções boas o suficiente para satisfazer o seu apetite.
ESCAPE – BORDERLINE (2013) U.K.
Quem segue o género e aprecia o melodic hard AOR vai encontrar neste 2º disco dos britânicos Escape, motivos para ficar contente. Assim de momento, coisas como Strangeways vêm-me à cabeça. Instrumental requintado, com impressionantes teclados e riffs possantes, temos aqui uma obra revivalista oitenteira com muita classe, algo que muitas bandas e projectos procuram aperfeiçoar, e sou capaz de dar alguns exemplos como Hardshine, Joey Summer entre muitos outros e outras nacionalidades também como itália, visto que estes dois exemplos provêm de terras de vera cruz.
Tal como os exemplos dados, Escape continuam a senda do Ultra melodic AOR, mas nestes casos encontro uma postura mais de evolução e de aperfeiçoamento do que própriamente de nadar no mesmo lago. Fundados pelo guitarrista de Bob Catley, Vince O'Reagan, nestes Escape, outros seus companheiros o acompanham neste 2º disco, Stevie K. Nas vozes,(o ponto fraco do disco; apesar do tom de voz ser o ideal a sua prestação não convence, parece ausente de espirito); Andy Mills no Baixo e Andy Pierce na bateria são agora acompanhados pelo rookie Irvin Parratt nos teclados.
As ilhas de sua majestade são prolificas em todas as variantes do género rock, e este AOR é marca registada e desenvolvida na década de 80, mutas foram as bandas que evoluiram a partir daqui, como os FM, Heartland, TEN, entre outros e a diferença que os destingue é só mesmo a perfeição e cuidado dos arranjos. O som podia estar mais bem afinado, mas,... como disse, seguem a senda da evolução e por isso o próximo será melhor. Bom disco para os apreciadores, sem temas épicos mas com audição fácil e agradável, eu até que gostei, e vocês?...
McLeod Falou!
Riverside - Love, Fear and the Time Machine (2015) Polónia
No seu último álbum, o brilhante “Shrine Of New Generation Slaves” Riverside mostrou porque eles eram as novas estrelas do rock progressivo, também criaram um dos melhores discos lançados em 2013.
O folheto afirma que estes músicos foram influenciados por Tool, Opeth e Porcupine Tree, que eu definitivamente estou ouvindo aqui, mas o vocalista Mariusz Duda parece levar a cabo uma abordagem vocal que se sente como mais deprimido Maynard James Keenan, que funciona bem com o pouco de estilo excêntrico, ainda uma boa abordagem da banda aqui. Estes músicos começaram com atmosferas dark metal nos seus primeiros trabalhos, por isso é bom ver que eles ainda estão continuando esse estilo nos seus trabalhos mais recentes e os fãs de prog ainda vão encontrar aqui muito do que gostar. Se não são as composições de teclado por si só, a quantidade superabundante de ricas texturas musicais certamente animam o tema e vai agarrar o ouvinte. Ela se sente como um Katatonia mais texturizado, embora menos pesado e mais técnico em termos de estrutura da canção. Por exemplo, "Salute Me" começa como um instrumental de Dream Theater e de seguida, parece entrar no cativante, material ainda bastante solene. É quase como uma história sentimental, bem como "#Addicted" embora seja mais uma tristeza cerebral que faz parecer que o próprio universo está chorando. É muito difícil de explicar e é algo que vais ter que ouvir para ser capaz de entender. Eles têm a tendência de serem atraídos para o material sombrio com um toque de brilho, que é exactamente o que Love, Fear and the Time Machine é.
Como o disco continua, o mesmo acontece acertadamente com esta onda ácida de depressão, com uma ligeira excepção ligeiramente leve no coração com "Towards the Blue Horizon." Mas isso é quando um dos momentos acústicos mais sombrios que eu não ouvia há tempo entra com "Time Travelers." Ao contrário do que se poderia pensar, não é nem mesmo uma música progressiva em tudo. É uma balada, do tipo de me fazer olhar para o mundo e pensar nos dias em que eu era um menino e sentia as coisas mais simples. A última faixa do disco (Found) acrescenta um suporte vocal feminino suave até o fim, onde não conseguem adicionar apenas um toque de teclados prog e momentos de guitarra solo, que são absolutamente caracterizadas em grande abundância. Mas quando o álbum não está lançando atmosferas prog bombásticas, é chafurdar em desespero, ou, pelo menos, oferecer um pouquinho mais de tristeza do que seria de esperar do género.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Shotgun Express - Gypsy Blues (2012) Alemanha
Fundada em janeiro de 2009 por Diamond Flow vocalista, os guitarristas Johnny Cobra e Scott Damn, baixista Robin Robben e o baterista Matt Lush, Shotgun Express oferecem uma mistura explosiva de sleaze, hard e punk rock. Eles vão levar-te numa viagem sem retorno de Groovy riffs de blues, hard rock e músicas rápidas até baladas de partir o coração. Ao saber como é ser um bandido, um desajuste social ou não apropriado para a actividade principal, suas letras falam todas em combater seus demónios.
Shotgun Express oferece um show ao vivo explosivo (provado em shows com Rhino Bucket, CJ Ramone, Psychopunch e muitos mais) que caracterizam a bateria esmagadora, um baixo de bombeamento, amplificadores Marshall e gritos de um gritador hiperactivo.
Helldorados - Helldorados (2012) Alemanha
Juntar a melodia naïve do sleaze rock e o poder do metal é a receita simples, mas produtiva dos alemães Helldorados. O grupo de Estugarda possui aquele sentido de coerência das bandas germânicas, que lhes permite lidar com os mesmíssimos elementos musicais de trilhões de outras bandas e apresentar a energia de quem está a fazer a melhor música do mundo. Isso e um tom vocal de Pierre que, por vezes, puxa ao thrash dos Metallica parece estar a deixar um rasto de explosão nesta estreia dos Helldorados na Alemanha. A coisa é compreensível quando percebemos que o quarteto não complica o que pode ser simples, aposta em melodias contagiosas nos refrões e depois não tem medo de repeti-los até entrarem na cabeça do ouvinte e blinda as estruturas das suas canções com uma ausência de partes desnecessárias que não encaixa na curta carreira e experiência que têm. Ainda assim estamos a falar essencialmente de sleaze rock, embora com uma pitada de thrash e, por isso, «Helldorados» vale o que vale: um disquinho interessante, com um punhado de boas canções mas que não é mais do que isso. E nem os Helldorados procuravam algo mais, apostamos.
Hair Of The Dog - The Siren's Song (2015) Escócia
Hair of the Dog é um power trio formado em Edimburgo, na Escócia, pelos irmãos Adam (vocais e guitarras) e Jon Holt (bateria) e um velho amigo de ambos, Iain Thomson (baixo), todos amantes do rock dos anos 70 que desde os seus tempos de escola como muitos de nós, em parte ficaram presos ao som de Zeppelin, Hendrix e Black Sabbath.
“Siren´s Song” começa como uma tempestade, riffs implacáveis de "Into the Storm" agitando fortemente para dar-te e colocar-te de aviso sobre o que podes esperar destes 46 minutos seguintes. “You Soft Spoken Thing”, tem o som anos 80, hard, mas com os vocais harmoniosos e limpos, cativantes, os riffs de Adam se reafirmam até ficares preso ao tecto. Facilmente poderia vir junto a “Don´t Know My Name”, tema que começa cru mas que muda para um delicioso blues com o Adam Holt impecável. Vocalizações perfeitas, notas ao estilo Coverdale e Glenn Hughes aveludando calorosamente a base rítmica, tudo acontece de uma forma consistente, a transição entre temas, linhas de baixo e percussão robusta. “The Spell” traz a primeira quebra, o envelhecido de sabor de blues, entre Lonely Kamel e Mount Carmel, um dos pontos mais altos do disco mais pela energia que respiram do que pela originalidade que podem ter. “Weary Bones”, foi o segundo single que nos apresentaram, uma balada que pode trazer-te a recordação de alguns dos temas mais soul de Graveyard, também pode invocar Whitesnake, assim como podem chegar a soar aos anos 80.
O lógico seria pensar que o disco está perfeito mas que em algum momento pode descer em qualidade ou intensidade, mas isso não vai acontecer, “Gypsy Eyes” segue a linha de “The Spell”, dinâmicos blues rock de alto calibre, as vocalizações são impressionantes, uma grande voz tem este rapaz e uma tremenda habilidade na guitarra. “My Only Home” é uma diferente demonstração de talento, combina passagens de clássico rock com toques modernos mais stoner com muita energia. “Wage With The Devil” foi o primeiro tema que mostraram de “Siren´s Song”, tem um toque Clutch que misturado com o som hard rock o põe como um dos melhores temas do disco, um tema vibrante. Reservado para o final ficou o tema principal “Siren´s Song”, separado em 2 partes, a primeira instrumental, carregada de atmosfera psicadélica anos 70, muito ambiente e finos detalhes, a segunda parte, é como começaram, com os elevados decibéis de hard rock, guitarras pesadas e agudas mais algumas das melhores vozes do disco. Um final de luxo, este tema poderia ter aberto o álbum, mas como o tema principal, Hair of the Dog constrói música simples e sem complexos, só pelo prazer de tocar.
“Siren´s Song” não tem momentos altos, todo o disco é bom e de grande nível, muito homogéneo na estrutura mas com vaivéns harmónicos que atribuem um dinamismo que é um prazer ouvir. Hard Rock em estado natural, sem condimentos desnecessários, claro em todas suas linhas instrumentais, grandes momentos vocais e grande inspiração.
Amorphis - Under the Red Cloud (2015) Finlândia
Metaleiros finlandeses AMORPHIS têm sido bastante consistentes ao longo de sua carreira de 25 anos. Apesar de se afastarem de suas raízes de death metal, a banda tomou o mundo do melódico death metal pela tempestade. Dois anos depois do fantástico Circle, a banda está de volta com o 12º álbum, Under The Red Cloud.
Under The Cloud Red, este é um registro muito dinâmico. Com uma série de orquestrações variáveis e ritmo, a totalidade do disco é muito agradável. AMORPHIS sempre foi uma banda que experimentou com o seu som já a sua identidade resulta da primeira nota da faixa-título para o fechar os riffs de White Night. Na verdade, é essa variação de instrumentos que faz Under The Red Cloud um disco fantástico, há momentos de formigueiro na espinha e por toda parte. A dependência de uma melodia de piano em Dark Path do teclista Santeri Kallio, os orientados riffs de death metal de Bad Blood e o uso suave e subtil da flauta do músico convidado Chrigel Glanzmann (ELUVEITIE) em Tree of Ages faz levantar todos os cabelos na parte de trás do pescoço.
Musicalmente, AMORPHIS são mais firmes do que nunca com a banda a trabalhar como uma unidade eficaz. Para uma banda que tem um som complicado, é incrivelmente gratificante que todos os vários instrumentos trabalhem extremamente bem. A bateria de Jan Rechberger é consistente e o trabalho de guitarra de Esa Holopainen e Tomi Koivusaari mantém o lado do metal para o som progressivo de AMORPHIS enquanto as contribuições de teclado de Santeri Kallio fornece um lado progressivo e melódico, expandindo o som de AMORPHIS além de um subgénero. No entanto, a verdadeira estrela da banda é a trabalho do vocalista Tomi Joutsen, que faz uma combinação de rosnados e limpos que têm melhorado dramaticamente desde Circle. A combinação de vocais agressivos e suaves dá a Under The Red Cloudo uma sonoridade que eles têm vindo a construir desde 2006 com Eclipse.
Embora Under The Red Cloud ainda carregue todas as marcas registadas do som típico de AMORPHIS, este disco não é apenas mais um no extenso catálogo da banda. Este é um disco de verdadeiro carácter e verdadeira musicalidade; cada música carrega pequenas variações no som geral sem serem desarticuladas no ritmo geral. Under The Red Cloud é um disco fantástico e será uma boa adição para a biblioteca musical de qualquer fã de metal.
Farcry - Optimism [2011] USA
Segundo álbum dos Farcry tem como base um hard rock com uma forte influencia do inicio dos anos 90. As bandas como Danger Danger, Poison, Firehouse são lembradas em cada tema do disco. Mas isto não quer dizer que são simplesmente uma cópia das bandas citadas, o Farcry tem personalidade própria, o que os leva a um nível acima de grande parte das novas bandas que surgem todos os dias no cenário. Algumas canções que se destacam no álbum na minha opinião são: Satisfaction ,Over And Over (again), Best Of Me, Better Than This e a belíssima Free, uma canção que fica no meio termo entre o hard rock e a balada que é o ponto alto do disco.
Neste segundo álbum vemos que a identidade do grupo foi consolidada e conseguiu superar muitos discos de melodic rock editados ultimamente. Criando melodias cativantes, vocalizações muito bonitas e hinos que foram feitos para serem cantados a plenos pulmões, como é regra para as bandas que realmente sabem fazer melodic rock de qualidade. Guitarras muito bem trabalhadas principalmente nos solos inspirados do excelente Pete Fry vão lhe conquistar muitos fãns. Mas a banda faz um trabalho muito coeso e com uma produção limpa, que dá mais brilhantismo ao conteúdo apresentado.
Farcry - High Gear (2009) USA
![[Farcry_HighGear.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJ22N5ngyxT7XG0qSlziNHP2eaetA16Tm-oWOkeGfox9JEYljNqKJb-58q5CC8LyfgeldPKCognNwNjrkJWgzuLPupDHtdYcZrEnWln8Ng-4lRsIObAhhC6uBPrkOUYdfxOCwX2ZORawg/s400/Farcry_HighGear.jpg)
O guitarrista Pete Fry e o baterista Chris Ryan participaram da gravação da banda Rockarma em 2007 no álbum chamado Bring It! A banda fica completa com o baixista John Leonardis e o maravilhoso vocalista Mark Giovi.
O disco ganha dois covers, “Nowhere Fast” do Fire Inc. e “Talk To Me” do álbum If You Smile da banda norueguesa Hush.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Groove Hawks - Groove Hawks (2012) USA
O álbum de estreia dos Groove Hawks combina uma mistura de rockin' blues. Os vocais sentimentais, harpa nervosa, condução fumegante e secção rítmica sólida irá manter o álbum inteiro grooving!
Com uma vasta carreira na música, mas um amor comum pelo Stompin blues dos Groove Hawks, com músicas rock por artistas novos e antigos como Stevie Ray Vaughn, Billy Boy Arnold, Collins Albert, Johnny Winter e Buddy Guy. Como seus shows e lista de músicas a crescer e com os seus próprios originais misturados, os Groove Hawks trazer uma nova energia para o blues.
Turbulance - Wasteland (2013) USA
Levantando-se das supostas cinzas dos anos 80 na cena hair metal surgiu "TURBULANCE" uma banda de Winchester, VA que se iniciou onde alguns dos heróis da época saíram fora. A banda tem uma química muito enérgica e carismática, que não pode ser confundida com a música sem sentido feita nos dias de hoje. A banda foi formada em 1997 por Jimmy Dougherty e JR Clark foi definitivamente um marco na área de Virginia do Norte. Em termos de espectáculos ao vivo, não importa o tamanho do local, tu vais sempre deixar um show de " TURBULANCE " com sentimento como se tu tivesses apenas uma Lei Nacional a experiência em concerto. A performance da banda em palco é uma reminiscência das Hair Bands dos anos 80 com uma atitude, tempo de festa.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Baton Rogue Morgue – Anything You Want (2015) Finlândia
BATON ROGUE MORGUE Edita “Anything You Want“ o seu álbum novo. A versão 2015 de BATON ROGUE MORGUE chegou finalmente! Juntando-se com Demon Doll Records, os músicos estão preparados e prontos para rolar com seu novo lançamento o álbum intitulado "Anything You Want". Agora com o seu novo vocalista Andy Haywire, a banda não perdeu uma etapa, e fornece as mesmas melodias contagiantes e grooves como nos últimos 10 anos.
Os melhores temas em minha opinião são "Anything", "Alone At Night" e "Lingerine" e tu vais ver o que queremos dizer! BATON ROGUE MORGUE são uma ótima banda, com um grande passado e um futuro ainda maior.
Tad Morose - St. Demonius (2015) Suécia
A banda de heavy metal sueca Tad Morose foi formada originalmente em 1991, e apesar de numerosos membros passarem por suas fileiras ao longo dos anos, o único membro constante é o fundador e guitarrista Christer 'Krunt` Andersson. Começando como um quarteto com vocal / guitarra / baixo / bateria, a banda adicionou um tecladista à programação até 1993, no mesmo ano Tad Morose gravou sua primeira demo tape. O álbum de estreia do quinteto, LEAVING THE PAST BEHIND, seguido imediatamente, que foi descrito por muitos como uma combinação de Metallica e Dream Theater. Em 1995 viu o lançamento do segundo álbum do grupo, SENDER OF THOUGHTS, que foi seguido no mesmo ano de um mini-álbum ao vivo com cinco faixas, PARADIGMA, produzido pelo renomado Mike Wead (Mercyful Fate, Memento Mori). A estrela do mais recente álbum ST. DEMONIUS é Christer 'Krunt` Andersson, que coloca riffs cirúrgicos com uma superabundância de dedilhados significativos que brilham em canções como,”Bow To The Reapers Blade”, “,Day Of Reckoning” e “,The Shadows Play”.
D.C. Cooper - D.C. Cooper {Japanese Edition} (1998) USA
Esta versão de 1998 o CD auto-intitulado é o primeiro lançamento solo do vocalista DC Cooper (Royal Hunt, Silent Force, Missa Mercuria, Steel Seal, Explorers Club, Shadow Gallery, Edenbridge). Eu sou um grande fã do trabalho da DC desde que ouvi a primeira vez em Explorers' Club disc (1998 de Age of Impact), mas este é o disco que colocou DC no topo da minha lista de vocalistas favoritos.
Este álbum é um regresso ao final dos anos 80, quando o metal melódico era o rei e os vocalistas chamavam toda a atenção. Na verdade, se este disco fosse lançado 10 anos antes, DC Cooper provavelmente teria sido uma estrela tão grande quanto David Coverdale (ou, pelo menos, Mike Tramp). Trabalhando com algumas das mais brilhantes estrelas do rock melódico e metal, incluindo o guitarrista Tore Ostby (Conception), o tecladista Gunter Werno (Vanden Plas), e baixista / produtor Dennis Ward Pink Cream 69, Cooper montou um álbum incrível de melódico hard rock / heavy metal que é impressionante do começo ao fim. É menos progressivo e teclado dominador do que Royal Hunt e menos como Judas Priest que no seu trabalho com os Silent Force. Picture Under Lock e fundamental na era Dokken com letras inteligentes, apenas a quantidade certa de teclados e poderosos vocais crescentes. O trabalho de guitarra é quase tão impressionante quanto os vocais. Solo de Ostby em "Freedom", em particular, é uma coisa de bonita.
Este não é um disco fácil de classificar, mas é extremamente fácil de ouvir ... uma e outra vez. Tem uma boa mistura de músicas mais pesadas, assim como algumas baladas muito poderosas, mas todas as músicas têm um impacto imediato sobre você de uma maneira que poucos álbuns conseguem fazer agora. Destaques ... honestamente todo o álbum se qualifica de bom, mas minhas músicas favoritas são "Freedom", "Union" e "Within Yourself". O cover dos Uriah Heep o clássico "Easy Living" é também muito divertido.
Mike Tramp - Nomad (2015) Dinamarca
Nomad é o nono álbum solo do vocalista ex-White Lion e Freak of Nature, Mike Tramp, lançado a 28 de agosto, 2015 em Target Records.
O álbum completa uma trilogia de álbuns que incluíram Cobblestone Street em 2013 e seu último lançamento Museum em 2014. Tramp voltou com uma banda completa para este álbum que inclui o produtor de longa data, engenheiro e guitarrista Soren Andersen, seu Rock'n 'Roll Circuz baterista Morten Hellborn, o tecladista Morten Buchholz e o baixista Jesper Haugaard.
Em julho de 2015 Mike Tramp lançou o primeiro single "High Like A Mountain" e, em agosto Tramp lançou o single de rádio e vídeo da música "Give It All You Got", o vídeo foi filmado e editado em Copenhaga.
Krippled Dogz - Judgment Day (2015) USA
Banda fundada em 2010 por ex-membros das forças armadas, os Krippled Dogz fizeram uma viagem do aço para o rock. Suas canções originais falam da experiência militar, tocam um acorde com os veteranos através de letras corajosas com base nos membros da banda e 40 anos de serviço. Estas mesmas letras também orientam os ouvintes civis através da jornada para encontrar sentido nas realidades da vida militar: a guerra, a perda, a família, o dever, e acima de tudo - a fraternidade
Circleswitch - Daybreak (2015) USA
CircleSwitch coloca em movimento uma banda com uma marca artística, orientada melodicamente, e simples de Hard Rock. Juntos, eles encontraram uma química muito original para seus trabalhos anteriores e decidiram perseguir um som que presta homenagem à velha escola, mas diferente o suficiente para estar na vanguarda de algo inteiramente novo.
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