quinta-feira, 7 de maio de 2015
Amaze Me - Guilty As Sin (2013) Suécia
Os suecos da Amaze Me estiveram fora de cena por quinze longos anos, enquanto se dedicaram a outras atividades. Mas o clamor dos amantes dos bons sons foi ouvido e agora, Conny Lind e Peter Broman retornam com "Guilty As Sin", trabalho que mantém a sonoridade característica da dupla. Todo gravado no novo estúdio de Broman, o álbum foi masterizado pelo veterano Martin Kronlund, responsável pela produção de álbuns de gente como Steve Overland, Phenomena, Joe Lynn Turner, David Reece, Rob Morati e outros. Com um tracklist bastante coeso e cheio de grandes canções, "Guilty As Sin" é um álbum que merece toda a sua atenção.
O álbum abre com "Everybody New", um radio friendly rocker que incorpora elementos de AC Rock de maneira acertada, não descaracterizando a veia AOR da banda. O andamento e métrica são bem bacanas e o refrão explosivo cumpre seu papel com facilidade. Ótima canção que surge como um dos destaques do álbum e que merece múltiplas audições, assim como "Lost In A Dream", rocker que traz peso e melodia em perfeita harmonia. A alternância no arranjo entre versos e refrão pode não agradar à todos, mas no auge da melodia essa canção ganha força em um refrão pegajoso e moderadamente agressivo. Bela mistura que merece ser ouvida cuidadosamente no volume máximo. Já o rocker "Can't Stop Loving You" é um AOR absolutamente fiel à sonoridade da Amaze Me. A base de baixo e guitarra acústica prepara o terreno onde as guitarras elétricas se apresentam no refrão explosivo, bem tradicional e que tanto gostamos. Andamento certeiro e métrica bem montada fazem dessa canção um dos grandes destaques do álbum, merecendo múltiplas audições e volume máximo sempre. A ótima "Save Me" também remete aos trabalhos anteriores da banda, mas agregando mais peso e sem prejudicar o aspecto melódico. Gosto do andamento e do refrão memorável, além da interpretação de Mr. Lind, e são essas características que fazem dessa canção outro destaque do álbum.
Seguimos com "Endless Love", mid-pacer arrepiante que conta com guitarras acústicas ao longo dos versos, sendo que as mesmas são substituídas por suas equivalentes elétricas no refrão pegajoso, o que confere mais energia e pegada à canção. O arranjo e andamento funcionam tranquilamente e o conjunto de qualidades faz dessa canção outro destaque do álbum, sem dúvida alguma. Outro rocker que merece sua atenção é o descomunal "With Or Without You", cujos versos são envolvidos por uma linha de baixo em primeiro plano, pontuada por guitarras ocasionais que, aos poucos, se tornam mais constantes até se apresentarem completamente no refrão mais que pegajoso. Belíssima canção que está entre os grandes destaques desse álbum. Já "The Pain" é mais um radio friendly rocker que remete aos trabalhos anteriores da banda, mas apresentando guitarras mais pesadas. O arranjo é agradável, assim como o andamento, mas o refrão não tem o mesmo impacto de outras canções. Ainda assim, ela merece múltiplas audições para que você tire suas próprias conclusões, mas posso atestar desde já que "Guilty As Sin" é um verdadeiro radio friendly anthem, com andamento mais dinâmico e doses controladas de teclados, essa canção equilibra peso e melodia perfeitamente, especialmente no refrão arrepiante. Uma belíssima canção que merece múltiplas audições no volume máximo e janelas abertas mesmo em dias chuvosos.
Na sequência temos "On The Run", radio friendly rocker que tem guitarras mais amenas nos versos, sendo que o refrão as apresenta com uma dose calculada de peso. Gosto bastante do andamento e métrica dessa canção, e recomendo múltiplas audições da mesma, assim como da bacana "Dying To Be Loved", balada que me faz lembrar de "Looking For Love", do Whitesnake. Gosto bastante do andamento e do arranjo mais enxuto, além do refrão que traz backing vocals muito bacanas. E mesmo sem ter o impacto das canções anteriores, ela não passa batida e merece sua atenção. Na reta final temos "Love Is Blind", rocker descomunal que apresenta uma base de piano acompanhada por um baixo intermitente, cuja base é entrecortada por guitarras contidamente agressivas que ganham mais volume no refrão arrepiante. Eis aqui mais um dos grandes destaques do álbum, juntamente com "On Fire", power ballad que conta com teclados discretamente distribuídos dentro de um arranjo bastante tradicional, assim como o andamento da canção e seu refrão, mas nada disso lhe tira o brilho e a coloca entre os destaques do álbum.
Finalmente, Conny Lind gentilmente me enviou uma maravilhosa versão acústica para "Guilty As Sin", onde o rocker original teve seu arranjo convertido para uma envolvente balada onde os vocais ganham mais destaque, e onde a melodia pode ser apreciada mais cuidadosamente. O próprio Lind me disse, em mensagem via Facebook, não saber se essa versão será usada como bonus track.
Em resumo, caríssimas e caríssimos, afirmo sem medo de errar que valeu a pena esperar pelo novo álbum da Amaze Me. Atualizando sua sonoridade sem descaracterizar as marcas registradas que tornaram a dupla reconhecida, Lind e Broman voltam à cena com a produção de Kronlund, que resgatou o aspecto mais orgânico dos bons sons da banda, deixando a produção super polida no passado. O excelente "Guilty As Sin" traz a Amaze Me de volta ao universo dos bons sons em grande estilo, com um álbum consistente e desde já incluído na minha lista dos melhores do ano. Material mais que recomendado...
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Sirenia - The Seventh Life Path (2015) Noruega
A banda norueguesa Sirenia chega a seu sétimo trabalho, The Seventh Life Path, já não precisando provar nada para mais ninguém. E mesmo assim, são capazes de impressionar. Depois do bom Perils Of The Deep Blue (2013), o quarteto mostra que mantém seu estilo metaleiro sinfônico e gótico, os mesmos timbres de guitarra e a mesma alternância entre vocais limpos, líricos e guturais, mas deixando a estrutura musical mais livre.
Das 11 faixas do álbum, apenas três têm menos de 6 minutos de duração. Além disso, apenas a última música, “Tragadienne”, é mais lenta. O restante é uma paulada atrás da outra, cheio de orquestrações bem encaixadas e de corais góticos que engrossam a sonoridade do grupo. Mas quase todas as faixas possuem seus momentos mais lentos e, não raro, mais bonitos e emocionais, o que compensa a falta de baladas.
Após a introdução climática “Seti”, “Serpent” abre o álbum trazendo o heavy metal inspirado do grupo e os lindos vocais de Ailyn, em contraste com a voz gutural Morten Veland. Uma das melhores faixas do trabalho, congregando o clássico e o barroco do metal nórdico. “Once My Light”, música de trabalho, passa dos 7 minutos e apresenta um ataque combinado de bateria, guitarra e baixo que garante a agressividade da música. Cada instrumento tem seu lugar de destaque e soam muito bem na gravação. “Elixer” é a faixa mais acessível do trabalho, com acordes mais diretos (fugindo das bases cheias de riffs), proeminência dos vocais de Veland e uma base eletrônica nas partes menos pesadas.
Não há nenhuma faixa instrumental em The Seventh Life Path, mas fica clara a ênfase na instrumentação, na criação de solos bonitos e no aproveitamento dos elementos sinfônicos para complementar o som, e não para roubar totalmente a cena. “Sons of the North” é um metal mais tradicional, mas com um breve interlúdio bastante interessante com narrações sobre uma linha de piano digna de filme de terror e outra passagem sinfônica mais colorida, completada pelas baterias insanas de Jonathan Perez.
“Erendel”, que é do tipo voz-lenta, instrumental acelerado, coloca uma valsa romântica no meio da faixa, criando um clima quase medieval antes de voltar com tudo ao metal. “Concealed Disdain” alterna entre passagens power metal com outras mais pulsantes abusando da boa interação entre baixo e bateria, colocando a participação dos violinos em momentos estratégicos da faixa, trazendo um colorido diferente à vertente gótica do Sirenia. “Insania” tem riffs mais progressivos, mas não se desenvolve para esse lado. Ela se mantém ainda dentro dos limites do death metal, contendo também um interlúdio eletrônico em sua metade e seu final. “Contemptuous Quitus” tem ares de épico, o que justifica os vocais mais líricos de Ailyn. Entre um power metal e outro, “The Silver Eye” não se destaca tanto no álbum, mas foi feita para soar grande.
Como é característico nesse tipo de obra, o metal ganha ares de trilha sonora também, mais uma características da ênfase na instrumentação. Veland, praticamente o único compositor do Sirenia, soube pegar pesado e oferecer momentos de respiro em todas as faixas, tornando o som da banda, no geral, um pouco mais complexo. Além de vocais masculinos e guitarras, ele também é o responsável pela gravação dos teclados, baixos, programações eletrônicas e produção do disco. Menos deslumbrado com as orquestrações clássicas do que Tuomas Holopainen, do Nightwish, soube manter The Seventh Life Path equilibrado entre o metal tradicional, o sinfônico, o power e gótico. Qualquer excesso dura apenas alguns segundos, sendo logo trocado por outra parte da canção, o que mantém o interesse do ouvinte. Seu vocal gutural não é o melhor que o metal europeu apresentou, mas cria um contraste com a voz mais vivaz de Ailyn que funciona.
Apesar dos sete álbuns lançados, o Sirenia não é uma banda grande e rica como o Nightwish ou outros medalhões do metal europeu. Embora cantem em inglês na grande maioria das faixas, ser uma banda da Noruega também dificulta um pouco as viagens e o acesso a novos mercados – visto que o metal sinfônico é um nicho. Ainda assim, há preocupação de ir propondo coisas novas dentro do velho estilo do grupo. Relativamente pouco dinheiro para investir não é desculpa para uma produção desleixada ou falta de ideias. A banda não é enorme, mas The Seventh Life Path soa grande e vai satisfazer os fãs.
Demonhead - Bring On The Doom (2015) Austrália
Lançado em 24 de abril de 2015 Bring On The Doom ' marca tanto o álbum de estreia e também o retorno dos inspirados anos 80 dos heavy metaleiros Demonhead. É o seu primeiro lançamento desde 2010 "Demonology 101” EP, que foi bem recebido por críticos e fãs.
A banda começou em 2007, após a banda o cantor / guitarrista Dave Lowes e o guitarrista Roo Power estavam a dividir-se. Então, pediram a ajuda ao amigo de longa data e baterista Jonny Monster. "Decidimos então que era hora de fazer o que realmente queria fazer soar bem." Diz Dave, "Nós gravámos nosso primeiro jam e tudo isso funcionou, era como se já tivesse sido tocado durante muitos anos! Apenas tudo veio tão fácil e naturalmente "
O resultado é uma orgia de alto orgulhoso metal / rock; a trilha sonora de sua festa e desagradável ressaca silvestre. Imaginem Metallica e Motorhead ter um filho do amor com Turbonegro e Iron Maiden e tu vais de alguma maneira entender que esses músicos são tudo. Eles assumem as suas influências e usam-nas com orgulho em suas mangas, mas ainda conseguem soar fresco e excitante.
Depois de um longo hiato devido à saúde e outros assuntos pessoais a banda está de volta mais forte do que nunca e tem um novo baixista Azz Mammoth e o baterista Dave Godfrey. 2015 é um ano movimentado para a banda com aparições em ambos festivais programados Legions of Steel em Melbourne e também Steel Assassins em Sydney, bem como inúmeras outras datas na Austrália.
Iconic Eye - Hidden in Plain Sight (2015) UK
A banda vencedora do concurso "Band Of The Year", promovido pela Firebrand Radio no ano passado, o Iconic Eye acaba de lançar seu álbum de estréia, batizado de "Hidden In Plain Sight".
O sempre certeiro Lee Small é um dos vocalistas, mas não estava nos planos da banda. Small foi chamado apenas para prover alguns backing vocals, mas gostou tanto do material que acabou assumindo o posto de vocalista, junto com Tim Dawkes.
Não espere nada revolucionário na sonoridade da banda, mas é inegável a qualidade de ambos os vocalistas e, que se pode inferir dos samples, o álbum do Iconic Eye é, no mínimo, interessante.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Cain's Offering - Stormcrow (2015) Finlândia
Para quem não sabe, o álbum "Stormcrow" representa o segundo álbum do projecto já há algum tempo criado dos Cain's Offering que foi fundado pelo guitarrista Jani Liimatainen, nos intervalos da sua banda principal, os Sonata Arctica. Para quem não os conhece de lado nenhum, basta que se ouça a voz do tema título que abre o álbum para imediatamente reconhecer - partindo do princípio de que se trata de um fã de power metal. A voz de Timo Kotipelto tem esse dom, de ser reconhecível à distância.
Este primeiro parágrafo serviu para fazer a triagem daqueles que gostam de power metal e daqueles que não gostam. Para os fãs dos Stratovarius, principalmente os antigos, será uma boa notícia, já que quando os Sonata Arctica surgiram, as semelhanças com os seus conterrâneos eram mais que muitas, pelo que um projecto que conta com membros de ambas as bandas - no qual se junta Jens Johansson, teclista - será sempre bem vindo. No entanto, coloca-se outra questão... será que este álbum acrescenta alguma coisa para quem já conhece as duas bandas bem?
A resposta é sim, embora o registo também ande sempre pelo power metal. É complicado ouvir a voz de Kotipelto e não pensar em Stratovarius, mas a verdade é que quando a qualidade é esmagadora, todas as questões ficam lá atrás. É o caso da belíssima "Too Tired To Run" e da energética "Constellation Of Tears" que estão entre as melhores do disco e representativas da dinâmica que existe aqui, onde tão depressa temos a típica música de power metal como a seguir temos uma mais tipicamente hard rock melódico, próprio daquilo que costumamos ver a Frontiers, editora responsável por este trabalho, lançar. É uma combinação que dá resultados garantidos, apesar de nos últimos anos parecer algo esgotada. Felizmente, é o contrário qe aparece aqui. Para os fãs de power metal, recomendadíssimo.
Great Lefty - Live Forever - Tribute To Tony Iommi, Godfather Of Metal (2015) Internacional
Considerado o criador do heavy metal com seus riffs pesados e sombrios, o guitarrista Tony Iommi ganha em breve uma homenagem produzida por comunidades de fãs na internet e pela gravadora Tarzan Music.
Foi lançado em 04 de maio, o álbum tributo a um dos fundadores do Black Sabbath recebeu o nome de “Great Lefty: Live Forever – Tribute to Tony Iommi, Godfather of Metal” e trará a participação de ex-parceiros de Iommi, como o vocalista Tony Martin e o baterista Vinny Appice.
Também participam do álbum os guitarristas Dario Mollo, Victor Griffin (Pentagram) e Mario Parga, e o vocalista Mark Boals (ex-Malmsteen, Dio Disciples). Bandas tributos ao Black Sabbath também foram convidadas para gravarem contribuições para o álbum.
O repertório traz faixas que não são incluídas comumente nos vários tributos já lançados em homenagem ao Black Sabbath, como “Anno Mundi”, do disco “Tyr”, que ganhou uma versão do guitarrista italiano Aldo Giuntini, com vocais de Tony Martin, e “You Won’t Change Me”, bela canção do pouco lembrado “Technical Ecstasy”, interpretada pela banda Place of Skulls, com participação de Victor Griffin.
Além de canções lançadas em várias fases do Black Sabbath, o tributo traz ainda a faixa “Time is Mine”, lançada no primeiro disco solo oficial do guitarrista, de 2000.
Toda a receita arrecadada com a venda do disco será destinada a uma instituição inglesa de pesquisa e tratamento contra o cancro chamada Macmillan Cancer Support.
SONS OF ANGELS - SONS OF ANGELS (1990) Noruega
Sons of Angels foram formados em 1988 quando os parceiros e compositores de longa data Torstein e Lars K. decidiram começar uma banda. Eles já tiveram vários hits no.1 em sua terra natal a Noruega. Após o processo de fazer audições em toda a Escandinávia descobriram o vocalista Solli ( 21 Guns , Psycho Motel ). Logo depois a formação ficou completa com o guitarrista sueco Staffan William-Olsson e o baterista norueguês Geir Digernes. A banda gravou algumas demos, e foi direto a Los Angeles, com apenas um single em carteira. Em apenas duas semanas eles tiveram três grandes gravadoras interessadas; MCA, Warner Bros e Atlantic. O próximo passo da banda era ter esses rótulos próximos a Oslo para ver a banda ao vivo. Eles decidiram ficar com Atlantic. Este foi o verão de 1989 e já em Novembro, a banda encontrou-se a gravar o seu álbum de estreia intitulado com o mesmo nome em Cherokee Studios em Los Angeles
Não havia que muitas bandas da Noruega que fizessem um nome para si na cena hard rock / heavy metal. Mas Sons Of Angels conseguiu fazê-lo. Esta estreia auto-intitulada gerou um sucesso com a faixa de abertura, "Cowgirl", e chegaram a MTV heavy airplay após a sua edição. Eu também aposto que a maioria de vocês já ouviu a fabulosa balada "Could It Be Love". A banda mudou-se de Oslo para Los Angeles e eram para ser a próxima grande banda. Infelizmente não aconteceu muito mais. A banda simplesmente desapareceu. Agora, este álbum está á muito tempo fora de catálogo, e tornou-se um item quente de colecionador. E se nunca chegares a ouvi-lo, és obrigado a saber o porquê. Sons Of Angels tocam funk-metal / hair-metal, e eles fazem isso muito bem! Solli canta com o seu coração, e não é de admirar por isso que ele passou a se juntar a grandes bandas como 21 Guns (com Scott Gorham, ex- Thin Lizzy ) e Psycho Motel (com Adrian Smith de Iron Maiden ).
Melhores temas: Look Out For Love, Would You Die For Me?, It Could Be Love
Vanderbuyst - In Dutch (2011) Holanda
Hoje temos os Vanderbuyst e o seu lançamento “In Dutch”. Neste lançamento, a banda retorna com oito músicas contundentes e hard-rock que irá imediatamente chamar a sua atenção. Se você é um fã de Hard Rock dos anos 70 com um toque de metal.
Abertura com riffs cativante e vocal muito eficaz, "Black and Blue" oferece a abertura perfeita para uma versão muito memorável. A secção de refrão é muito simples e super cativante, uma assinatura neste tipo de canções. Os solos de guitarra também são outra coisa a notar uma vez que são todos perfeitamente colocados através da faixa. Movem-se em mais melódico e território atraente, "Into the Fire" é a nossa canção favorita neste lançamento, devido à sua secção de abertura épica. O emparelhamento de solos de guitarra, baixo batendo a linha de guitarra e a melodia geral desta abertura nesta faixa torna-se mágico.
Baseando-se em estruturas simples, mas canções eficazes, Vanderbuyst através de visitas enérgicas como " Anarchistic Storm", " String of Beads" e "Leaving the Living", tudo muito bom e cativante. O som totalmente retro / analógico por trás deste álbum faz com que seja muito limpo e realmente permite á banda brilhar. Os vocais em temas como " Read the Fields" fazem com que tu quase queiras começar a cantar imediatamente, nas secções com um refrão épico e poderoso.
Fechando o álbum em uma maneira um tanto "experimental", " Where’s that Devil" tem um pouco de sul e um ritmo mais lento muito eficaz. Os vocais de som muito interessante vêm dar uma direcção completamente diferente a esta faixa quando comparada com o resto do álbum. O trabalho de guitarra é muito bem trabalhado, mas soa muito estranho no início, mas quando te acostumares com isso vais adorar. Este é um tema de encerramento muito interessante que pode mostrar que direcção a banda irá tomar no futuro, com seu som muito retro.
Se és um fã de old-school Hard Rock, neste CD vai encontrar faixas muito divertidas e muito bem trabalhadas. Vanderbuyst faz um grande trabalho em manter as coisas simples e soa a autêntico, enquanto escreve seu nome na história musical.
Vanexa - Metal City Live (2011) Itália
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Whitesnake - The Purple Album (Japanese Edition)(2015) UK
"The Purple Album", 12º disco de estúdio do Whitesnake, sairá em 15 de maio na Europa e quatro dias após na América do Norte, pela Frontiers. O trabalho marca a estreia do guitarrista Joel Hoekstra (Night Ranger) no lugar de Doug Aldrich (hoje no Revolution Saints), mas não se trata de um lançamento de inéditas. Na verdade, o álbum apresenta novas versões para faixas clássicas do período em que David Coverdale era vocalista do Deep Purple.
"É um tributo", disse Coverdale. "Uma homenagem. Um enorme agradecimento à banda pela oportunidade que me deu há 40 anos atrás. Como eu disse para Ritchie Blackmore, vocês me colocaram em uma incrível jornada que continua até hoje e eu não poderia ter pedido por melhores professores. O Deep Purple foi uma extraordinária, espectacular escola para aprender. Mal podemos esperar para tocar essas músicas ao vivo!"
POST DA SEMANA
KAMELOT - HAVEN (2015) USA
Este ainda não foi editado oficialmente, mas uma coisa é certa, Roy Khan Lives! É isso mesmo, Tommy Karevik está quase transformado vocalmente no "desgraçado" do Roy. Isto no bom sentido, é claro; Roy foi um dos melhores intérpretes vocais da nossa geração, infelizmente encontrou a sua luz e foi atrás dela. Que seja feliz no seu mundo paralelo, qualquer que ele seja!
O que podemos esperar deste novo trabalho dos mega-sinfónicos Kamelot? Kamelot!
Dark, sinfónico, emotivo, poderoso e,... letal! Calma; não mata ninguém, refiro-me a rebentar com tudo aquilo o que conhecem, Kamelot vão mais além, descobrem novos universos e fazem-nos esquecer estes actuais sem dó nem piedade. Levam-nos a passar portais através dos quais o passado nos acompanha. Este novo disco tem elementos de outras eras da banda em que Midnight era rei e senhor. Aqui parece que este, já falecido; nos acompanha como um anjo que nos guia pelo caminho. Eu sei que isto pode parecer muito espiritual e sobrenatural, mas se forem mesmo capazes de interpretar este disco, até vão ficar com arrepios.
E é isto, meus fiéis seguidores deste vosso género musical de eleição, de que se trata a musica; conseguir transpôr para a pauta os nossos mais profundos sentimentos. Perfeito!
Produzido por Sasha Paeth, cada vez mais o grão-mestre do mundo do metal sinfónico, este disco incorpora também novos elementos, mais modernos, actualizados e acima de tudo, épicos! Um ano de produção pode parecer muito, mas depois de se ouvir esta obra, a ideia que fica é que foram décadas.
Só consigo dizer coisas boas deste disco e dos seus intervenientes. Duma criatividade sem paralelo, tudo conjugado numa supernova que nos faz a nós mesmos redescobrir a musica. A inevitabilidade da nossa mente e o poder que ela tem para progredir o nossos sentimentos, pensamentos, desejos, etc,.. para cenários sci-fi, futuristas e tornar tudo diferente, é exposta aqui em todo o seu explêndor. Deveras progressivo!
Não quero dizer que este disco seja original ao ponto de ser único; nada disso; na verdade, alguns destes elementos aqui presentes, já os ouvi-mos em outros universos até mesmo em obras anteriores de Kamelot, mas a formula de conjugação é por demais superior, re-inventiva!
Não quero dizer que este disco seja original ao ponto de ser único; nada disso; na verdade, alguns destes elementos aqui presentes, já os ouvi-mos em outros universos até mesmo em obras anteriores de Kamelot, mas a formula de conjugação é por demais superior, re-inventiva!
Obra majestosa e Magistral! Fica para a história, assim coma a banda que é sem duvida um dos expoentes máximos, senão o expoente, do género por estes tempos. Custa-me dizer que será o melhor que ire-mos ouvir nestes próximos meses, porque a minha falta de fé já me deixou ficar mal como era de esperar, mas mesmo assim, junto com Angra, marcam a criação de uma nova elite para uma nova e presente geração de apreciadores de musica; e serão sem dúvidas, um marco na nossa história, quer se goste ou não, a imensa qualidade atesta por isso; de topo!
OBRIGATÓRIO!!!!
McLeod Falou!Rush - Clockwork Angels (2012) Canadá
Clockwork Angels é o 19º álbum de estúdio da banda canadense de rock Rush. O álbum foi gravado no Blackbird Studio, em Nashville, Tennessee e no Revolution Recording, em Toronto, Ontário.
O Rush lança seu novo disco Clockwork Angels (2012) no meio do ano e o escritor Kevin J. Anderson fará uma versão do disco em forma de livro, um romance. O autor já publicou um livro anteriormente inspirado na obra da banda canadense, na ocasião foi o disco Grace Under Pressure (1984) e intitulado ‘Resurrection, Inc’. Dessa vez o livro levará o mesmo nome do disco.
Nas palavras de Kevin em sua página do Facebook: “Muitos de vocês sabem da minha longa amizade com Neil Peart, baterista e letrista da lendária banda de rock Rush, e também sabem o quanto o Rush influenciou meu trabalho. Meu primeiro romance, ‘Resurrection, Inc., foi inspirado no disco Grace Under Pressure (1984), e eu poderia citar uma dezena de outros trabalhos que claramente foram influenciados pelo trabalho da banda. Por mais de 20 anos, Neil e eu conversamos sobre uma GRANDE colaboração entre nós dois, uma maneira de unirmos nossas imaginações, e está acontecendo.”
Ele continua: “Estou escrevendo um romance sobre o disco ‘Clockwork Angels’, o primeiro do Rush em cinco anos. Imagine alguém fazendo um romance de discos como The Wall (1979) (Pink Floyd), Tommy (1969) (The Who) ou Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) (The Beatles), quando esses discos foram lançados. É o que eu estou fazendo com o ‘Clockwork Angels’. Eu trabalhei com Neil para desvendar a história contida na música, assim como trabalhei com Hugh Syme, que está trabalhando na arte gráfica. É a história de um jovem que está atrás de seus sonhos e é pego pelas forças da ordem e do caos. Ele viaja por um mundo sofisticado e colorido numa alquimia ‘steampunk’ (leia mais na WIKIPEDIA), por cidades perdidas, piratas, anarquistas, desfiles exóticos e um Relojoeiro rígido que impõe precisão em cada aspecto da vida diária.”
Pat Travers - Retro Rocket (2015) Canadá
Pat Travers é um daqueles raros músicos que sempre são citados junto a adjetivos como "lenda", "ícone", "gênio" e "mestre". Pode parecer exagero, mas o fato é que o guitarrista, cantor e compositor é venerado por uma enorme quantidade de fãs e de artistas consagrados mundo afora.
O canadense não apenas ajudou de forma significativa a moldar o hard rock, o heavy metal e o blues rock como conhecemos, mas também continua na estrada, incansável, desde a segunda metade da década de 1970.
Como o nome sugere, seu novo álbum "Retro Rocket", é um retorno ao seu glorioso início de carreira. Isso significa que ele foi buscar inspiração naquele período, mas não se trata de um mero pastiche.
Pat Travers não apelou ou correu para sua zona de conforto. O que temos aqui é um álbum que, sim, parece antigo, mas ao mesmo tempo tão original, audacioso e corajoso como os que ele fez naquela época.
Todos os timbres, arranjos, melodias e mixagens soam como se tivessem sido transportados em uma máquina do tempo diretamente de 1977. Mas, paradoxalmente, as canções são vigorosas, enérgicas, cheias de groove e trazem um frescor muito interessante.
A abertura com “Always Run” e “Searching for a Clue” não deixa dúvidas disso. O repertório não esmorece nunca e fica difícil mencionar destaques diante de uma performance tão surpreendente - incluindo aí uma voz poderosa, além de riffs, licks e solos arrasadores.
Com "Retro Rocket", Pat Travers desafia uma indústria onde quase tudo é efêmero e pré-fabricado e, mais uma vez, mostra que ele é o cara.
LORD 13 – 2013 (2011) Grécia
Banda formada em 1999, Lord 13 mantém o espírito de música rock ao vivo. Vindo de Atenas, Grécia, esta é uma banda que nos traz de volta os dias gloriosos de Monster Magnet e Orange Goblin. Velho, viril stoner / hard rock heavy, com um vibe dos clássicos anos 70. Pense em Cowboys & Aliens, Honcho, Roadsaw, ...
Aqui muitas boas faixas, com uma aparição de Ben Ward (Orange Goblin). Outro álbum sólido e descoberta encantadora para iniciar um 2012 rockin '.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Lee Small - Jamaica Inn (2012) UK
Há, de facto, um conjunto de nomes britânicos com um enorme passado no hard rock e, curiosamente, muitos deles vieram de West Midlands, precisamente o local de onde é proveniente Lee Small, um outro nome histórico com passagens por diversas bandas, sendo as mais recentes Shy e o projeto de Tom Galley, Phenomena. E após muitas colaborações com muita gente, chegou, finalmente, a hora de Lee Small se voltar a aventurar num álbum a solo, o seu segundo. Jamaica Inn é o seu título genérico a aqui Lee arrisca a criação de um disco diferente, cheio de surpresas e com uma sonoridade refrescante. Jamaica Inn não é propriamente um disco de hard rock nem de metal. É um disco que busca a sua influência no rock dos anos 70 e a cruza com o blues e com a soul de uma forma absolutamente fantástica. É, claramente, um disco de blues rock, muito próximo do trabalho de Gary Moore, por exemplo. Mas esta é apenas a base, uma vez que a partir daí o vocalista que aqui também assume o baixo (aliás, foi neste instrumento que a sua carreira começou) e a guitarra, expande a sua criatividade para outros campos, onde, de uma forma natural surgem o hard rock (principalmente em Jamaica Inn ou Waiting For The Hangman) e o AOR (Shine A Light e Dead Man Walking). A principal referência vai para o imperial trabalho da guitarra solo, em permanentes diálogos com as partes vocais. Depois, a qualidade vocal apresentada acentua o caráter de grande álbum que Jamaica Inn realmente é. Finalmente uma referência para os teclados que criam diversas paisagens e atmosferas de rara beleza. Aqui cabe uma referência para End Of The Road, uma sensacional balada que cruza o melhor de Deep Purple com Gary Moore e que com um segmento final à capela se revela como um dos momentos mais altos do disco. Mas outros merecem, também especial referência: os bluesy The Captain’s Quarters e Voyager, o rhythm’n’blues Black Bess, o rock’n’roll Walk The Plank ou o curto mas delicioso solo de acordeão a fechar o disco em The Renegade Accordion Player. Para quem procura alternativas ao mais que saturado mercado metalizado, aqui está uma boa solução.
Frozenroom – Arise (2012) Suíça
FROZENROOM - inflexível, dura e enérgica - de três rapazes, a autêntica guitarra e comovente balançar sem ter um caminho fixo, mas sempre se esforçam para ter variedade e diversidade.
É em Outono de 2009, que Alain Schwaller (vox / bass), Chris Furer (guitarra) e Boris de roche (bateria) decidem formar uma banda, com riffs de guitarra e baixo duro com tambores de condução e uma poderosa voz mate. As músicas assim produzidas faz disparar o sangue imediatamente para ouvinte, inevitavelmente. Simples, puro e dinâmico, é o que interessa aqui e a banda prova especialmente nas suas performances ao vivo que não precisa mais do que uma guitarra e de um baixo, uma bateria e um voto para puxar o gatilho correctamente.
Com seu impressionante álbum de estreia "arise" coloca agora FROZENROOM com um carácter forte e inconfundível.
Will Wallner & Vivien Vain - Will Wallner & Vivien Vain (2012) UK/Croacia
É o álbum de estreia do guitarrista britânico Will Wallner e a cantora croata Vivien Vain. Depois de se mudar para os Estados Unidos, Los Angeles, CA, em particular, eles desfrutaram da companhia de alguns conhecidos de alto perfil, incluindo rock Carmine Appice (Blue Murder, King Kobra) e Vinnie Appice (Dio, Black Sabbath)..
Bem, as duas lendas compartilham direitos de bateria e percussão no álbum Wallner & Vain também com performances de convidados como o baixista Jimmy Bain e Rudy Sarzo, enquanto os teclados são tocados por Tony Carey e Derek Sherinian, naturalmente Wallner lida com todas as guitarras e Vain com todos os vocais.
O rótulo musical mais óbvio que pode-se anexar ao projecto da banda é metal-hard rock do sexo feminino. Na tentativa de definir ainda mais seu estilo, seria justo afirmar que Wallner & Vain tocam hard rock melódico que nos tráz de volta para 1983-1984, portanto, substancialmente mais pesado e menos amigável do que sua contraparte orientado para adultos.
Agora, em termos de desempenho, como seria de esperar os mestres empenharam-se como sempre numa autêntica vibração de rock dos anos 80 enquanto a realizam um papel bastante complementar, permitindo que o sangue novo possa provar o que é o projeto Wallner & Vain. Vain parece vocalmente confortável no mid-range e nunca para além da matéria que se destaca na sua zona de conforto, por isso só se pode adivinhar a extensão do seu alcance vocal. Por outro lado, esta abordagem vocal não forçada que Vivien traz para a mesa é realmente muito convincente, portanto, um estilo mais técnico não se coaduna com a composição encontrada no álbum.
Agora, chegando ao guitarrista Wallner, ele se mostra um guitarrista de rock, metal talentoso sem dúvida. Será que vem com riffs clássicos que soam a memoráveis linhas melódicas de guitarra e solos criativos. Ainda assim, é claro que Will pode fazer referência a John Sykes como sua principal influência, mas seu estilo é fundamentalmente diferente da lenda da guitarra de marca melódica, AOR.
No geral o que Will e Vivien têm conseguido com esta estreia não é pouca coisa; um álbum de rock clássico a soar a hard rock e apoiados por meia dúzia de lendas do rock. Se você gosta de hard rock com origem no início dos anos 80, então você deve definitivamente ouvir este álbum.
Burning Shadows – Gather, Darkness! (2012) USA
O álbum dos Burning Shadows, Gather, Darkness!
Gather, Darkness! é inspirado e nomeado após o romance seminal de ficção científica pelo lendário autor Fritz Lieber. Este álbum conceitual é composto por onze faixas, divididas em quatro secções distintas, bem tecidas que se desenrolam a história.
A capa foi desenhada por JP Fournier, que criou capas de icónicos álbuns de metal como Avantasia'sMetal Opera Pt. II, DragonForce’s Valley of the Damned, várias de Edguy, Immortal’s At the Heart of Winter, e muitos mais.
JP também projectou a obra inteira para o lançamento do CD do álbum, que inclui full-color e arte ao longo de um livreto de 8 páginas.
Gather, Darkness! é inspirado e nomeado após o romance seminal de ficção científica pelo lendário autor Fritz Lieber. Este álbum conceitual é composto por onze faixas, divididas em quatro secções distintas, bem tecidas que se desenrolam a história.
A capa foi desenhada por JP Fournier, que criou capas de icónicos álbuns de metal como Avantasia'sMetal Opera Pt. II, DragonForce’s Valley of the Damned, várias de Edguy, Immortal’s At the Heart of Winter, e muitos mais.
JP também projectou a obra inteira para o lançamento do CD do álbum, que inclui full-color e arte ao longo de um livreto de 8 páginas.
Soul Doctor - Soul Doctor (2001) Alemanha
Então, um outro Hard-rock versão muito bom (sem momentos chatos) para adicionar a minha coleção e eu não tenho uma única queixa, uma vez que Hard Rock é meu estilo favorito... Se gostas das bandas mencionadas acima: então é melhor ouvir Soul Doctor.
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