segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Krokus - Hoodoo (2010) Suiça



São mais de 35 anos de carreira, 15 álbuns de estúdio, várias mudanças de formação e alguns clássicos que ficaram marcados principalmente na história do Hard Rock / Metal europeu dos anos 80.
Claro que não é tão simples assim resumir a trajetória da banda suíça Krokus, mas com o lançamento de seu 16º trabalho de estúdio, “Hoodoo”, temos a banda mais uma vez apresentando um som que na verdade parece já feito por outros grupos há uns 30 anos.
Este é um disco bem animado, com músicas que empolgam o ouvinte durante a audição, mas estão quase sempre parecendo alguma coisa já feita pelo Sweet ou pelo AC/DC com Bon Scott. Sim, imagino que você já tenha ouvido ou lido alguém falar que a banda parece o AC/DC pré-Brian Johnson. Mas é a verdade.
“Drive it In” introduz o ouvinte ao Rock n’ Roll direto e animado do disco. Boa música para a abertura. Na sequência “Hoodoo Woman”, com um ‘riff’ que lembra bastante ZZ Top. Este é o primeiro ‘single’ do disco.
O Krokus tem certa tradição em regravar sucessos de outros artistas. Já fizeram isso com “School’s Out”, do Alice Cooper, e “The Ballroom Blitz”, do Sweet. Neste novo trabalho a banda escolheu ‘o’ clássico do Steppenwolf: “Born to be Wild”. Apesar de não ser uma versão idêntica, com algumas pequenas modificações, continua difícil ouvir essa música que tanto é tocada em qualquer buteco da vida.
“Rock ‘n’ Roll Handshake” deve ter sido roubada das sobras de gravação do “Highway to Hell”. É muito parecido. Mas o melhor momento do disco vem a seguir, com a faixa “Ride into the Sun”. A música tem um estilo mais anos 80, lenta, cadenciada, com uma ótima melodia de guitarra e um bom refrão. Ponto alto do disco.
Com um estilo mais bluesy temos “Dirty Street”, com um bom solo de guitarra. O álbum termina com a rápida “Firestar”. Boa música também.
O Krokus apresenta em “Hoodoo” um bom disco, mas não mostra nada de grande destaque ou que possa tirar a banda do palco secundário onde parece que sempre esteve.

domingo, 12 de outubro de 2014

Bernie Torme - Flowers & Dirt (2014) Irlanda


Bernie Tormé ex-Gillan / Ozzy Osbourne salta para trás com este trabalho brutal e sem remorsos. E é uma verdadeira emoção de ver Bernie Tormé de volta e em ação novamente, atacando a atitude e sinceridade musical pura.
O resultado é um trabalho de som orgânico, repleto de sabores, não refinados, naturais, como se nós estivéssemos lidando com uma gravação de ensaio. A frouxidão dos arranjos é recebida com um misto de emoções, com potencias canções subdesenvolvidas aqui e ali ... mas isso é apenas a falha ocasional. Em outros lugares, há coisas notáveis acontecendo: "Crash and Burn" é escuro e mal-humorado, tema pesado dá o tom do álbum perfeitamente ", Partytown" (como sugere o título) uma ideia relativamente simples, mas divertido, e “Blood Run Cold” é uma brincadeira bluesy fornecendo sólido entretenimento blues rock. "Spirit Road", um trabalho feito de outro modo, destaca-se devido a algum trabalho intrigante de guitarra acústica. Mais abaixo na estrada Tormé persegue os dias de glória com "Out in the Cold" obviamente imitando "If You Believe Me". Esta é uma balada maravilhosamente feita, apesar da entrega vocal de Bernie poder levar algum tempo para se acostumar.

sábado, 11 de outubro de 2014

Helloween - Master of The Rings (1994) Alemanha


Toda banda tem seus altos e baixos, é normal. Toda banda também passa por fases difíceis, brigas, desentendimentos e catástrofes. Muitas vezes mudanças na formação de uma banda significam sua derrocada, principalmente após uma grande fase musical e comercial.
No caso dos Helloween isso aconteceu após a saída do Kai Hansen que foi substituído por Roland Grapow, Michael Kiske foi substituído por Andi Deris (do Pink Cream 69) e Ingo Schwichtenberg foi substituído por Richie Abdel-Nabi (Babylon 27 e Das Auge Gottes) e, depois, por Uli Kusch (dos Gamma Ray).
Toda essa movimentação da banda culminou no Master of Rings, de 1994, um disco que retorna as origens do Power Metal que consagrou a banda.
Contrariando todos os prognósticos o álbum Master of the Rings é todo vitalidade, os Helloween encontraram novamente seu rumo. Saindo da poderosa gravadora EMI e seguindo para modesta Castle, alcançaram ótimas vendas, sobretudo no Japão. Musicalmente a banda finalmente conseguiu entrar nos anos 90 após a fase experimental dos dois álbuns anteriores. Não que os discos fossem maus, no entanto, faltaram-lhe alma. Certamente resultado da divergência do direcionamento musical de Kiske com os demais membros da banda, o que acabou culminando com sua saída.
O álbum abre com “Sole Survivor” (single), após a ótima intro instrumental “Irritation” (título que remete às duas faixas de abertura dos Keepers), tendo como cartão de visitas os riffs de bateria do novo bateria Uli Kushi (ex-Gamma Ray), a banda soa mais pesada, mas a principal mudança é a voz de Andi Deris, possuindo um timbre completamente diferente ao seu predecessor, usando mais técnica (abusando dos drives) e mais versatilidade, a música arrepia do início ao fim, é disparada a melhor do disco.
A entrada de Deris não modificou apenas as linhas vocais da banda, é notória sua influência musical e principalmente sua parceria com o guitarrista Michael Wiekath nas composições. Quatro canções foram compostas pelos dois em parceria, “Sole Survivor”, “Where The Rain Grows”, a bem humorada “Perfect Gentleman” (single) e a boa balada “In The Middle Of A Heartbeat”, além da ótima “Why?” composta apenas por Deris, trazendo muito de sua influência Hard Rock, enriquecendo o repertório musical da banda.
A faixa “Mr. Ego”, primeiro single do disco e de autoria de Roland Grapow, destrata o Kiske e traduz a que ponto estava as rusgas entre os membros e o antigo vocalista, de fato não foi uma saída amistosa.
Master of Rings representa o renascimento dos Helloween, virando a mesa do jogo, desafiando o destino e mostrando uma determinação fora de série. A energia foi tão forte que deu a impressão da banda estar lançando o seu primeiro disco, novamente.

Stratovarius - Episode (1996) Finlândia


A Finlândia sempre foi um lugar fácil de encontrar bom Heavy Metal, mas a vertente mais forte por lá é o Power Metal, e Stratovarius sem dúvidas é uma das bandas mais clássicas do género apresenta em seu quinto disco o épico Power Metal Finlandês de forma singular. Um ponto importante é que este é o segundo disco com o Timo Kotipelto como vocalista.
O interessante é que para falar do material deles, eu poderia ter indicado o famoso Visions, ou o reconhecido Fourth Dimension, até mesmo um dos mais recentes, mas todos eles ofuscam o brilho do Episode. Porém, a sua falta de reconhecimento não reflete a sua qualidade, e é ai que está o motivo de ser minha preferência.
Father Time abre o CD. Clássica. A batida firme mostra logo o peso da música. Will The Sun Rise é Power Metal clássico, que tem um bom refrão, assim como a cliché Speed Of Light, uma composição acelerada típica do género com um duelo de solos de guitarra e teclado, característica única de Stratovarius. Eternity é uma faixa arrastada, trazendo melancolia ao ouvinte, como Babylon, que tem um ótimo desempenho do Kotipelto, e Uncertainty, com um backing vocal notável.
Seguindo, Seasons Of Changes é uma balada, com uma melodia bem arranjada, que assim como Night Time Eclipse, quanto mais se desenvolve, mais peso ganha e melhor fica. A instrumental Stratosphere é marcada por Tolkki fervendo na guitarra; fantástica! Tomorrow é a mais épica do CD, tem velocidade e peso bem dosados para ser uma faixa bem cativante. Forever fecha com muita tristeza, numa atmosfera bem épica.

Sonata Arctica - Ecliptica (1999) Finlândia


Ao ouvir este álbum de estreia da banda finlandesa tinha a informação de que se tratava de uma banda de Power Metal, e pensei que era mais uma daquelas novas bandas que têm o som igual a muitas outras. Quando ouvi a primeira faixa, Blank File, minha opinião não mudou muito, mas algumas coisas começaram a chamar minha atenção.
Em primeiro lugar a melodia vocal, um tanto cativante e diferente do que ouvimos na maioria das bandas do estilo. Também fiquei impressionado com o trabalho e entrosamento do guitarrista Jani com os teclados de Tony (que também é o vocalista). Solos precisos e muito bem colocados na música. Depois disso veio a segunda faixa, My Land, e foi aí que mudei completamente minha primeira impressão... esta música é muito boa.
Preferi esperar e ouvir o resto do álbum para não ter uma decepção, e realmente isso não veio a acontecer. A cada faixa que tocava era impossível segurar a empolgação. Peso, técnica, criatividade, e principalmente, muita garra.
Full Moon chega a ser emocionante, perfeita. Como eu disse na primeira música, as melodias vocais são extremamente cativantes, na primeira vez que ouves o cd já estás cantando junto. Os trabalhos de guitarra e teclados são excelentes, o baixo e a bateria apesar de não impressionarem, são bastante competentes.

HELLION - KHARMA'S A BITCH [EP] (2014) USA



Hellion, a banda que estava muito à frente para o seu tempo, parou agora a sua time machine em outubro de 2014. Será que já é este o seu tempo? Claro que sim! Sempre foi, pena é que durante muitos anos só uma reduzida legião de seguidores assim o entendesse. Hellion e Omen foram dos primeiros àlbums que adquiri quando comecei a minha jornada pela minha religião, o Heavy Metal.
Não foi porque tivesse tido algum tipo e preferência, mas sim porque foi o que me chegou às mãos. Desde esses finais da década de 80, que tenho um enorme orgulho em conhecer Hellion e os seus discos. Foram uma banda pioneira no ano de 82, quando o mestre R.J. Dio os apadrinhou porque teve com neles uma visão futurista do heavy metal. Como em tudo, o que é bom demais dura pouco, e entre muitos conflitos, problemas, entraves, a pioneira das frontwomen no metal decidiu criar uma editora e dedicar-se a promover novas sensações para o rock pesado ao invés de se tornar ela um mito. Ela é um mito, uma lenda, mas numa concepção de culto, à escala mundial é certo, mas ainda assim restrita. 
Faz alguns meses foi editada a antologia desta banda, a qual vos apresentei aqui neste espaço, e com a promessa de muito em breve voltarmos a ouvir novo material, já que nessa antologia figurava o 1º tema de originais em muitos anos, Hell Has No Fury. Esse mesmo tema que agora faz parte deste 1º EP e que antecede o próximo àlbum, não destoa das restantes, aliás, é do mesmo saco, do mais puro e clássico Heavy Metal com a elegância de uma diva que é Ann Boleyn. Estes novos temas são fabulosos, já vou na décima repetição seguida, ou mais, já perdia a conta; e com músicos como Simon Wright, Scott Warren, Greg Smith, Georg Dolivo, Bjorn Englen, Maxxxwell Carlisle e a única sobrevivente do line-up original, a frontwoman, Ann Boleyn. Então não restam dúvidas sobre a qualidade deste disco. Não cansa, tem melodia, bons riffs e primorosos arranjos. os solos, são exactamente aquilo o que este tipo de musica pede; Ann, sem ser demasiado efusiva tem uma prestação poderosa, recorda-me ao vocalista dos loudness... e a espaços a musica também. Por isso já podem ver que a preferência para esta semana vai dar que falar e ouvir durante muito tempo. Nem fiquem sequer com hesitações, se o Metal é o vosso reino, eis aqui a vossa rainha, Ann Boleyn e os seus Hellion. Ainda continuam à frente do seu tempo, será assim no próximo milénio?
Obrigatório!
McLeod Falou!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fox - 2012 [2012] Suiça


FOX a nova banda do ex-vocalista dos Shakra, Mark Fox, lançou seu novo álbum intitulado "2012" em 22 de Janeiro 2012. O conceito do álbum é baseado na profecia Maia sobre o fim do mundo.
Belíssimo trabalho destes suíços, 2012 trás uma banda muito competente na sua proposta de fazer o que se convencionou a chamar de Melodic Rock. Para quem curte bandas como Gotthard, Bad Habit, Shakra entre outras do género, este é um álbum a ser considerado. Tudo aqui é muito bem feito, desde a sonoridade dos instrumentos ao encaixe perfeito das melodias. Destaque para o vocalista Mark Fox, o cara tem uma bela voz e se mostra um compositor de mão cheia. “Problem Child” a faixa de abertura contagia na primeira audição, típico som que marca as características do moderno hard rock, muito boa música. Beds Are Burn” do Midnight Oil ficou perfeita nessa versão mais pesada, parece ter sido feita dessa forma, simplesmente um hard rock matador! “Home Again” é uma belíssima balada, que só vem a confirmar o talento dos músicos, “Anytime” é um hard rock midtempo com aquela pegada meio AC/DC que deixa esse tipo de canção empolgante, ainda mais quando o refrão cola na tua cabeça, como é o caso aqui. Grande disco destes hard rockers suíços, um típico disco de hard rock europeu, dando mais ênfase a melodia, mas sempre usando o peso nas horas certas.

Mad Margritt - Show No Mercy (2013) USA


Info.
mad margritt

Tragik - Outlaw (2009) U.S.A.


Tragik é uma banda Americana com uma verdadeira coleção de 3 musicos de diferentes origens. O Guitarrista Damian D'Ercole está profundamente enraizado na música pesada, como Killswitch Engage, All That Remains e Pantera. O baterista Dirk Phillips está na onda do Progressive Rock e Phil Vincent é o homem que mantém tudo isso junto com seu poderoso vocal e multi-camadas de coros e a utilização de seus teclados coloridos com bom gosto. Tragik depende da sensibilidade rock dos anos 80's com conteúdos diversificados e elementos modernos com todo o caminho de volta para os anos 70 's.

Liesegang - No Strings Attached (2003) UK


GLENN HUGHES & JOHN WETTON reedição em 2003 do CD de heavy metal/hard rock, originalmente lançado em 1996 no Alfa Music in Japan. O álbum apresenta os talentos vocais de dois dos mais renomeados cantores de hoje no mundo do rock, Glenn Hughes (Deep Purple) e John Wetton (Asia). BILL LIESEGANG (Nina Hagen, Kingdom Come, Harlan Cage), tem 16 faixas neste álbum como montra da sua classe de guitarrista.

DANGER DANGER - REMASTERS 1989 \ 1991 (2014) USA




Quem não gosta dos Danger Danger? Fazes cada pergunta, Mac; ou és burro, comes palha e fazes as necessidades a andar, ou então és logo a seguir. Pois é, montes de tresmalhados fiéis, jovens e ingénuos; mais maduros e ainda ingénuos; e adultos e fiéis aos seus gostos e princípios; enfim, todo o tipo de aficionados do metal pesado, e porquê essa rejeição? Motivos como, banda azeiteira, falsos metaleiros, posers, e a lista continua, ... só que ... o hard rock melódico \ glam \ hair metal da golden era, tinha montes destas bandas e montes de rapaziada que as odiava; mas, muitos mais ainda, eram aqueles que compravam este tipo de discos aos milhões; por isso, deve de haver aí algum tipo de sentido. Aqui vai uma observação deveras interessante e que vos pode levar a reflectir um pouco; Danger Danger, Slaughter, Extreme, e muitas outras mais bandas tinham e têm, algo de especial, Aquilo que fizeram e ainda fazem, era soberbamente bem feito, criaram temas que ainda hoje estão tão presentes como no final dos anos 80; e irão continuar pela eternidade. Quer se goste ou não, o hard rock melódico era de tal modo tão exigente; ao contrário do que muitos desses rapazes pensam e têm como arma de arremesso; que não era para todos, existia mesmo uma elite; e existe! Ainda não chegaram lá? Pois bem, que dizer de Andy Timmons (DangerDanger); Nuno Bettencourt (Extreme); Bill Leverty (Firehouse), Dan Huff (Giant); Neal Schon (Journey, Hardline), Steve Vai, (Dave Lee Roth); George Lynch (Dokken); John Norum (Europe); e a lista continua, e que me perdoem todos os restantes mais foram estes os que me surgiram assim de imediato, apesar de o rio começar a correr como um dilúvio Noeliano na minha cabeça mas não posso refazer essa listagem, vocês mandavam-me F***r. Dizer apenas que são Guitar-Heroes, os melhores do mundo na especialidade. E assim sendo, só podemos ter algo de válido na sua musica. Agora, gostar ou não, é outra questão; mas escolham bem as vossas razões porque o facto das preferências maioritárias não reflectir a qualidade só por si, veja-se o caso das bandas "chiclete"; chegaram e foram como o fumo, e a sua musica também. mas as minorias também não. Eu adoro Sisters Of Mercy, Rammstein, entre muitas outras coisas, é claro que estas bandas têm audiência à escala mundial, mas representam géneros minoritários, independentes que lutam por si na sua maioria sem qualquer apoio discográfico. Mas as boas bandas são mesmo aquelas que vão ficando; por isso deixem-se de casmurrices idioticas.
E este, é o caso dos nova-iorquinos Danger Danger. Começaram e 87 pela mão de Bruno Ravel e Steve West e que tinha como gitarrista Al Pitrelli e vocalista mike pont. A primeira demo não resultou, e assim Pont saiu. Entrou para o seu lugar o baterista dos Prophet, Ted Poley; e assim, a 2ª demo foi o sucesso esperado que os levou a um contracto com a Epic. Al Pitrelli sai para incorporar a banda de Alice Cooper com quem iria editar o multi-milionário disco, "Trash"; vindo para o seu lugar o texano Andy Timmons. Com a incorporação de um teclista, Kasey Smith a banda editou o seu primeiro e bem sucedido disco com o mesmo nome da banda. As tournés foram intermináveis, os amantes do género pediam cada vez mais deste tipo de som, numa altura em que nem mesmo a saturação de mercado fazia desistir a rapaziada. E assim, em 91 saí o estrondoso e algo polémico; pelo menos em países mais conservadores; "Screw It!" Este disco teve a participação da atriz porno Ginger Lynn, dos rapazes da banda Extreme, além de outros ilustres, e que continha alguns temas demasiado explicitos; ou não. Mas o que interessa é que eram e são dois discos de topo e que podem muito bem representar aquela década de gloriosa expansão e criação da história moderna do rock; pelo menos no género que representam, apesar de que, ...
Warrant, Nelson, Bon Jovi, Ratt, Motley Crue, ... já estou cansado só de pensar em toneladas de bandas; podem muito bem ser outros porta estandartes, e são, mas como é de Danger Danger que estamos a falar, venho ntão hoje propor-vos a mais recente reedição dos dois primeiros; e mais bem sucedidos discos desta banda. Mas não é só uma reedição, é também uma remasterização, e em formato Blue Spec CD2, cortesia dos nossos irmãos de olhos em bico, da terra do sol nascente. É sempre uma boa oportunidade para recordar; se é que não o fazem como eu, frequentemente; estes magníficos testemunhos da Golden Era of Melodic Rock & Metal. Som cristalino, quase perfeito que faz viajar sem sair da cadeira, por tempos em que até a namorada adorava estas musicas, apesar e serem umas pitas choronas a pender para Tina Turner, Cher e outras coisas mais pop. 
Rapazes, se não gostam, pois não gostam e passem à frente para outras coisa como Manowar, Priest, Maiden, Metallica e por aí adiante, mas que a vossa pessoa ficava a ganhar com outro tipo de sensibilidade mais abrangente, lá isso garanto-vos que ficavam, eu admito ser exemplo disso; mas isso já é lá convosco e com os vossos ideais perder tempo com estas futilidades...
Essencial na vossa discografia!
McLeod Falou!

PINK FLOYD - LOUDER THAN WORDS [Single] (2014)



E agora aqui, e em estreia mundial, Eis o 1º tema do mais que aguardado novo disco dos gigantescos Pink Floyd. "Louder Than Words", é o 1º e oficial corte a ser apresentado do próximo ensemble "Endless River". Faz 20 anos desde a edição do último disco, "The Division Bell", e muito já se tinha escrito sobre ter sido esse o derradeiro disco de originais da banda. Mas como se vai dizendo por aí, só se acaba quando a senhora gorda assim o decide; isto num tradução banal do ditado; e por isso cá está mais um. Infelizmente para Richard Wright, a Senhora Gorda já o decidiu há 6 anos, mas,... os rapazes decidiram assim mesmo colocar na mistura final o trabalho que Wright fez neste disco. Por isso são as teclas tocadas por Wright que ficará definitivamente para a posteridade 6 anos depois da sua demise. 
Quanto a este novo tema, apenas dizer que foi líricamente escrito por Polly Samson, esposa de Gilmour, e que é um clássico prog rock lento "à lá" Pink Floyd e com a sua característica guitarrada como marca de identificação. Um trabalho que homenageia Richard Wright  que a banda, alega mais uma vez, ser o último. Será?
McLeod Falou!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Berserkers - Berserkers (2014) França


Berserkers banda de Hard Rock e Heavy Metal formada em Bordeaux, França em 2009 apresenta o seu CD “Berserkers”.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cosa Nostra - Cosa Nostra (2014) Autrália


Cosa Nostra banda rock pesos pesados cheia de acelaração nos shows ao vivo e têm uma reputação entre o público de Melbourne como uma das bandas mais excitantes ao vivo. Sua marca registrada riffs de rock estridentes combinadas com o impecável poder vocal cru que cunhou estes roqueiros de Melbourne não fazem prisioneiros ao som deliciosamente evocativo, rock n roll pleno de aceleração.


Pendragon - Men Who Climb Mountains (2014) UK



Já se passaram três anos desde o último álbum de PENDRAGON, e agora a banda está preparando uma grande turné pela Europa para apresentar o seu novo e muito aguardado novo CD "Men Who Climb Mountains", a ser lançado esta semana.
Para esta fresca empreitada musical, o guitarrista Nick Barrett passou omnipresente - ele escreveu todas as letras e músicas - e de modo que este realmente evoluiu muito num veículo pessoal. Os usuais colegas de banda Peter Gee e Clive Nolan estão a bordo e agora acompanhados por um novo baterista Craig Blundell.
"Men Who Climb Mountains" é um álbum conceitual, mas Barrett não está a ortografa-lo, vai ter que trabalhar neste.
A missão musical da banda mudou claramente ao longo dos anos, sendo sempre um dos maiores artistas contemporâneos do Prog Rock, mas ultimamente, com ênfase no 'Rock'.
Não tenho qualquer hesitação; "Men Who Climb Mountains" está cheio de Prog mas com um som muito mais contemporâneo. Os floreios sinfónicos dos velhos tempos não são tão óbvios - o que não quer dizer que não vais notar a presença de Clive Nolan. Seus incríveis teclados ainda estão presentes e pintados de maravilhosas cores (ouça "In Bardo").
Simplesmente este novo disco é um pouco mais que um veículo conduzido por guitarra do que em décadas atrás e solos melancólicos de Barrett ("Faces of Light" é brilhante) que tem uma sensação agradável tipo Hackett que sempre chama a minha atenção.
Em alguns lugares um estilo excêntrico "Beautiful Soul" é linda de fato, "Come Home Jack" soa desesperada e urgente, enquanto em "Faces of Darkness" Pendragon adiciona força ao processo (adoro a bateria aqui).
"Men Who Climb Mountains" é um álbum que os fãs Neo Prog, assim como aqueles que gostam dos sons mais acessível a partir do género, vão deleitar-se.
Há algumas melodias poppish (especialmente durante alguns coros), atmosferas Floydian, ritmicamente fáceis de ouvido para as guitarras e um grande senso de unidade e paixão o tempo todo.
Estes músicos certamente sabem o que estão fazendo, e não mostram sinais de abrandar sua incredibilidade musical em breve.

Ben Poole – Live At The Royal Albert Hall (2014) UK


Embora Ben seja frequentemente descrito como um blues-rocker, o que é um pouco enganador - ele se baseia em canções muito mais do que a descrição geralmente pressupõe e este excelente CD prova isso... e se tu estiveres para lançar um álbum ao vivo, não há melhor local para gravá-la do que no The Royal Albert Hall, com a sua história de blues e eventos de blues-rock que remontam ao final dos anos 60?
Embora Ben abra este CD com a faixa título tingida de funk do seu primeiro álbum, muitas das faixas seguintes são um pouco mais calmas, embora com excelentes preenchimentos de guitarra e breaks instrumentais, e seu cover de Otis Redding 'Mr. Pitiful' mostra o quanto de bom um cantor Ben pode ser. "Have You Ever Loved A Woman" é o tema de Freddie King e permite que Ben se esticar, embora ele nunca perca de vista a música, e o tema final é uma excelente faixa de estúdio que também serve como uma amostra do seu próximo álbum.
Se achas que já ouviste este CD, é verdade ele foi impecavelmente gravado pela BBC e transmitido em "The Paul Jones Show" no Halloween do ano passado. A estrela de Ben está em ascensão, e este CD mostra um jovem com justificável confiança suficiente nas suas próprias habilidades e na sua excelente banda para ser capaz de seguir um caminho individual no mundo do blues-rock. Vale a pena ouvir este material.

AC\DC - PLAYBALL [Single] (2014) AUSTRALIA

AC-DC - Play Ball (iTunes Single) (2014) Rock or Bust


Esta é a capa do próximo disco dos estelares Ac\Dc. Gostam? pois é assim que vai chegar às vossas mãos. Seis anos depois de "Black Ice", chegam finalmente mais momentos novos de pura discontração rocker dos Kangoroos.
A banda que resume o background deste vosso blog, é já um mito de longevidade. Repetitivos? - E isso lá interessa a alguém? Verdade seja dita, ver concertos como o de River Plate, deixa qualquer um maluco. São Ac\Dc os mais extra planetários rockers que alguma vez a humanidade conseguiu? Talvez, e por isso mesmo, vale sempre a pena esperar por mais um disco que sairá a 2 de dezembro. Mas antes, eis o mais recente tema que está a promocionar essa tão esperada edição. "PlayBall", um tema rock'n'roll típico Ac\Dc, com um Brian Johnson mais suave e um Angus mais melodioso; a idade já pesa, mas isso ao vivo passa tudo, frescuras de artista, eheheheh. 2,50 min. de radio friendly work. É curto, mas para já é o que se arranja.
Meus fiéis irmãos do metal, apreciem e aguardem até rebentarem de ansiedade pelo próximo disco.
Eu sei que é difícil, mas têm que ser fortes, quem sabe não cai na net antes do natal? Aqui fica para vós o mais recente dos kangoroos dos antipodas, cortesia, ... de alguém, eheheh
McLeod Falou!

Tema: PlayBall

Angus Young - Guitar
Stevie Young - Guitar
Brian Johnson - Vocals
Phil Rudd - Drums
Cliff Williams - Bass


TNT - 30th ANNIVERSARY 1982-2012 LIVE IN CONCERT WITH TRONDHEIM SYMPHONY ORCHESTRA (2014) NORWAY




30 anos de carreira é algo de fascinante, tendo em conta o factor jovialidade do que fazem. É algo que eu invejo, no bom sentido, claro. Talvez o melhor Melodic Hard Rock que alguma vez ouviram, desta vez acompanhados por uma simfónica. Não, não é um disco solene ou acústico, é mesmo um disco rocker com a adição da orquestra que ficou, ... estelar! Três Vocalistas. Dag, o primeiro; Harnell, o segundo e Mills o terceiro. E ainda Dee Snider dos Twisted Sister como convidado especial. Os Melhores temas desde o início até à última edição, todos aqueles que gostamos de ouvir. Harnell continua com um registo vocal im-pre-ssi-o-nan-te! Vale a pena? Nem pensem nisso sequer, Só por Ronni LeTekro e Harnell no seu melhor vale todos os cêntimos e mais alguns.
McLeod Falou!

ADRIAN GALE - DEFIANCE (2014) USA



Depois de "suckerpunch" editado no ano passado, surge agora Defiance. mais uma excelente obra de melodic hard rock cortesia de Jamie Rowe (ex Guardian) e Vic Rivera (Liberty 'n Justice).  Melódico, riffs intensos e pesados, fazem deste disco um "must have" para os apreciadores do género. Produção fantástica a cargo de Rivera, juntamente com a composição dos temas. Soa-me a um disco de,... Jeff Scott Soto, cortesia da voz de Jamie. Melhor tema? Todos, mas o cover de "Speed" de Billy Idol é potente!
Experimentem que vão gostar. Recomendado!
McLeod falou!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Work Of Art - Framework (2014)Suécia



Eu sempre disse que os europeus são ótimos a fazer música, mas se há um genero que se especializaram, ele tem que ser o melódico rock.
Uma dessas grandes bandas que fizeram um nome para si é WORK OF ART que são um trio de músicos suecos que, até agora, lançou dois álbuns, incluindo seu álbum de estréia "Artwork" em 2008, seu segundo álbum "In Progress" em 2011 e agora aqui em 2014, nós temos o seu terceiro álbum "Framework" lançado em Frontiers Records.
Posso ser um metalhead de coração, mas no fundo eu tenho um fraquinho por Melodic Rock e WORK OF ART é uma banda que eu gosto, como eu gostei seu segundo álbum, mas a grande questão é, será que este terceiro álbum reflete o mesmo brilho artístico e paixão que temos em "In Progress" ou é hora para este trio de artistas mandar seus pincéis e telas embora para sempre? Isso é o que esta revisão está aqui para descobrir.
WORK OF ART foi formado em 1992, quando eles se conheceram na escola e ao longo dos anos desde a sua formação, os membros têm estado sempre muito ocupados com outros compromissos musicais e eles tiveram de suspender a banda um par de vezes. Em 2008, o mundo finalmente chegou a ouvir apenas o que estes músicos suecos poderia fazer quando eles lançaram seu álbum de estréia " Artwork " e que lançou as bases para a banda, então eles sabiam o que precisava fazer para versões futuras.
Três anos mais tarde, em 2011 , WORK OF ART lançou seu segundo álbum de sucesso "In Progress" e desde então têm vindo a trabalhar em ideias para novas músicas. Em 2013, um par de canções novas estreou ao vivo no palco na edição de décimo aniversário do Firefest Melodic Rock Festival, que, infelizmente, está terminando este ano e os fãs ficaram com uma amostra do que esperar do novo álbum que foi lançado em 15 de setembro 2014 Frontiers Records.
Assim foi a nossa paciência recompensada? Estou muito feliz por informar que sim, muito bom. Quando tens um álbum tão bom, é realmente difícil de explicar por que é tão perfeito. Acho que vou começar com a música. Depois de já ter ouvido seus dois álbuns anteriores, este é facilmente o álbum mais melódico de WORK OF ART até à data. Quero dizer, não me interpretem mal os dois primeiras foram ótimos, mas a cada novo álbum, a composição se torna mais forte e a música se torna mais surpreendente.
Ao ouvi-la, vais te surpreender com o nível de atenção aos detalhes na música que irá provocar arrepios na espinha e fazer você sorrir. Isso é o quão bom este álbum é. A banda está mais forte do que nunca, graças a composição de Robert Sall e os incríveis talentos vocais do vocalista Lars Säfsund que pela forma como canta na banda Lionville que eu recomendo tambem. Ah, e não se esqueça de ouvir a banda WET que Robert é um membro ao lado de Jeff Scott Soto de TALISMAN e Erik Martensson de ECLIPSE.
Quanto às músicas, não há uma única faixa que pretenda ignorar que cada uma é uma verdadeiro alegria de ouvir a começar pelo tema de abertura "Time to Let Go", a alegre "The Machine" e o muito inspirador "The Turning Point". Na verdade, é difícil escolher uma canção favorita neste álbum como todas elas são Obras-primas graças às melodias cativantes, os riffs de guitarra melódicos, sintetizadores assombrosos, sons de piano e teclado e as performances vocais incríveis que vão colocar um sorriso no teu rosto e vais cantando junto cada palavra.
Se gostas de melódico rock e se estavas esperando o novo álbum de WORK OF ART ser uma obra-prima, então não vais ficar decepcionado assim como o nome da banda, "Framework" é muito mais uma obra de arte e um álbum que merece um lugar no Melodic Rock Hall of Fame e uma boa pontuação para mim.