quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Transatlantic Radio - Midnight Transmission (2026) Internacional

Se o Rock Melódico (AOR) tivesse uma frequência de rádio pirata a emitir diretamente de 1984 com a tecnologia de 2026, seria o projeto Transatlantic Radio. O álbum "Midnight Transmission", lançado em fevereiro de 2026, é o exemplo perfeito de como o "supergrupo" internacional (reunindo talentos da Suécia, Reino Unido e EUA) consegue capturar a nostalgia sem soar como uma peça de museu poeirenta.

Sonoridade: "Amor aos Anos 80, Energia de 2026"

A crítica destaca a dualidade do álbum: por um lado, há uma profunda melancolia e nostalgia associada à quietude da meia-noite (como o título sugere); por outro, é um disco extremamente dançável e "rockeiro".

  • Produção: Descrita como "cristalina", fundindo a sensibilidade europeia com a força do rock americano.

  • Influências: É uma "carta de amor" a gigantes como Foreigner, Toto, Danger Danger e Starship, mas foge ao cliché de ser apenas uma cópia do passado.

Destaques das Faixas 

  • "That’s What You Get (For Falling In Love)": A abertura "saltitante" com riffs contidos de Ronquillo que estabelece uma vibração de verão.

  • "City Of Angels": Um hino AOR puro que evoca o espírito de Van Halen (fase Why Can't This Be Love) com harmonias vocais de "janela aberta e cabelo ao vento".

  • "Wide Awake": O momento mais pesado do disco. Uma faixa com um coro de arena massivo e um solo convidado de Steve Brown (Trixter).

  • "Fever Dream": Onde o grupo mergulha no Soft Rock mais açucarado, mostrando versatilidade emocional.

  • "All For You" e "Against All The Odds": Baladas que, segundo a crítica, demonstram a profundidade emocional e o alcance vocal de Osbäck.

O Veredito

A crítica concorda que este não é apenas um projeto de estúdio, mas uma banda com química real. O álbum é descrito como essencial para os fãs que sentem falta dos grandes hinos de rádio dos anos 80, mas que exigem a qualidade de som das produções atuais.

Nota: 8.5/10 (pelo equilíbrio entre técnica e ganchos melódicos).

Destaques: "City Of Angels", "Wide Awake", "Radio Heart". 

Recomendado para: Fãs de The Night Flight Orchestra, Journey, Toto e puristas do AOR.


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Rozario - Northern Crusaders (2026) Noruega

Se o álbum de estreia, To The Gods We Swear (2023), foi o "cartão de visita" que colocou os noruegueses do Rozario no radar do Metal europeu, o seu novo trabalho de 2026, Northern Crusaders, é o grito de guerra que confirma a sua soberania.

Esqueça o Black Metal gelado por um momento; aqui, a Noruega entrega um Heavy Metal Melódico clássico, robusto e banhado a ouro, que soa como se os anos 80 tivessem sido congelados nos fiordes e descongelados agora com uma produção de última geração.

A Ascensão do "Novo Velho" Metal

Liderados pela voz potente de David Rosario e pela visão de composição de Stein Roger Sordal (conhecido pelo seu trabalho nos Green Carnation), os Rozario conseguiram o que poucos conseguem no seu segundo álbum: evoluir sem perder a crueza. Northern Crusaders é mais épico, mais pesado e, curiosamente, mais melódico do que o seu antecessor.

  • A Voz: David Rosario continua a ser a arma secreta. O seu timbre carrega a autoridade de Ronnie James Dio com a pujança de Jorn Lande. Em Northern Crusaders, ele parece mais confortável, explorando tanto graves dramáticos como agudos que cortam o ar.

  • A Produção: Sordal deu ao álbum um som "enorme". As guitarras têm um corpo massivo, mas há espaço para as orquestrações subtis que elevam o tema das cruzadas nórdicas a um nível cinematográfico.

Destaques das Faixas

  • "Fire And Ice": Descrita como uma "assalto nuclear" com riffs de guitarras gémeas galopantes e uma entrega vocal intensa de David Rosario.

  • "We Are One": Comparada ao som dos suecos H.E.A.T, é definida como um hino de metal escandinavo clássico, perfeito para levantar o punho no ar com um refrão cativante.

  • "Until The Gods Are Calling": Notada pela sua vibração que remete a Judas Priest e Dio, com riffs "sujos" e uma performance vocal dominante.

  • "Betrayed": O encerramento do álbum, que traz momentos de Blues misturados com o peso característico da banda, terminando o disco de forma sólida.

O Veredito Final

Northern Crusaders não é apenas um álbum de "Metal de nostalgia". É um disco de 2026 que entende que a força do Heavy Metal reside na sua capacidade de contar histórias grandiosas através de riffs inesquecíveis. Os Rozario provam que não precisam de ser "extremos" para serem poderosos.

Se há uma crítica a fazer, é que a banda é tão fiel aos cânones do género que raramente sai da sua zona de conforto. No entanto, quando a execução é tão impecável como esta, quem se importa com a inovação radical?

Nota: 8.7/10

Destaques: "Fire And Ice", "We Are One", "Until The Gods Are Calling", "Betrayed". 

Recomendado para: Fãs de Dio, Jorn, Iron Maiden e de qualquer pessoa que ache que o Metal deve ser heróico, pesado e cheio de melodia.


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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Austen Starr - I Am The Enemy (2026) USA

Lançado a 13 de fevereiro de 2026 (ontem!), o álbum de estreia da bostoniana Austen Starr, intitulado I Am The Enemy, é uma daquelas surpresas que a Frontiers Music Srl adora lançar: uma artista nova com uma voz poderosa, apoiada por um autêntico "esquadrão de elite" do rock melódico.

O "Dream Team" nos Bastidores

O que salta logo à vista (e ao ouvido) é a qualidade técnica. Austen Starr não está sozinha: o álbum foi coescrito e gravado com Joel Hoekstra (Whitesnake, TSO) nas guitarras, Chris Collier (Mick Mars) no baixo e bateria, e Steve Ferlazzo nas teclas. O resultado é um som polido, mas com "garra".

A Sonoridade: Entre o Pop-Punk e o Hard Rock

Austen Starr descreve-se como um "desastre ansioso", e essa honestidade transpira nas letras. Musicalmente, o álbum é um híbrido interessante:

  • Influências Modernas: Há ecos de The Warning, Halestorm e até uma pitada de Paramore na atitude.

  • Coração AOR: Graças a Hoekstra, as melodias são o prato principal. Há solos de guitarra que elevam as canções para além do rock de rádio convencional.

Destaques das Faixas

  • "I Am The Enemy" (Faixa-Título): É o momento mais "pop" e viciante do disco. Tem um refrão que fica colado à cabeça e explora a dicotomia interna da artista entre o medo e o desejo de ser uma estrela de rock.

  • "Read Your Mind": Uma das composições mais fortes, escrita em colaboração com Joel Hoekstra. Mostra o lado mais melódico e trabalhado da banda de suporte.

  • "Medusa": Uma canção que Austen escreveu quando era mais jovem e que serviu de "isca" para assinar com a editora. Tem uma energia crua e uma performance vocal cheia de personalidade.

  • "Remain Unseen": Mais pesada e sombria, com uma letra inspirada numa versão "adulta e sinistra" de Alice no País das Maravilhas. É aqui que vemos o potencial da Austen para o Metal Moderno.

O Veredito Final

I Am The Enemy é uma estreia sólida que tenta equilibrar dois mundos. Para os puristas do Hard Rock, pode soar por vezes "demasiado pop", mas para quem procura um Rock fresco, emocional e com excelentes solos de guitarra, é um dos discos mais divertidos de fevereiro de 2026.

A voz de Austen tem textura e alma, e a produção de Chris Collier garante que o disco soe "enorme". Não é apenas mais um lançamento de uma "nova cara"; é o início de uma carreira que promete muito.

Nota: 8/10

Destaques: "I Am The Enemy", "Read Your Mind", "Medusa".

Recomendado para: Fãs de Halestorm, The Pretty Reckless, Avril Lavigne (fase rock) e quem gosta do virtuosismo de Joel Hoekstra.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Temple Balls - Temple Balls (2026) Finlândia

Lançado precisamente hoje, 13 de fevereiro de 2026 (com algumas edições a chegar às lojas a dia 20), o quinto álbum dos finlandeses Temple Balls é, acima de tudo, uma afirmação de identidade. Ao escolherem o nome da banda para o título, o quinteto sinaliza que este é o som definitivo que andaram a perseguir desde a sua estreia em 2017.

Aqui está a análise deste lançamento que promete ser um dos pilares do Hard Rock melódico deste ano:

O Som: A "Acidez" do Norte com Produção de Arena

Produzido mais uma vez por Jona Tee (dos suecos H.E.A.T), o álbum mantém o ADN da banda — riffs carnudos, ritmos galopantes e refrões gigantes — mas com um polimento que o torna o seu trabalho mais ambicioso até à data.

A banda descreve a sua música como tendo um toque "agridoce ou ácido" devido à melancolia inerente ao Norte, mas o que ouvimos aqui é pura energia solar. É Hard Rock clássico, mas com uma musculatura moderna que evita que soe meramente nostálgico.

O Peso Emocional: Um Tributo a Niko Vuorela

Um detalhe que a crítica especializada (como a Tuonela Magazine) tem destacado é o facto de este ser um álbum carregado de emoção. Este trabalho serve como um tributo poderoso ao guitarrista Niko Vuorela, que faleceu recentemente. Ouvir as suas guitarras gravadas nestas faixas dá ao disco uma profundidade que transcende o habitual "party rock". Cada solo parece uma despedida em grande estilo.

Destaques das Faixas

  • "Flashback Dynamite": O nome não mente. É uma abertura explosiva, direta ao assunto, que estabelece o ritmo de "pé no fundo" que domina grande parte do disco.

  • "Tokyo Love": O single que já conquistou as rádios de rock. Com um riff viciante que o baixista Jimi Välikangas compôs enquanto conduzia, a música captura a essência da banda: melodias oitentistas com uma atitude punk/sleaze.

  • "Soul Survivor": Uma faixa mais densa e pesada, onde a voz de Arde Teronen brilha intensamente, provando ser um dos vocalistas mais versáteis da cena atual.

  • "Stronger Than Fire": Uma das favoritas da crítica, com um refrão que pede para ser cantado em arenas. É o tipo de música que justifica as aberturas que fizeram para os Queen e Deep Purple.

  • "Living In A Nightmare": O encerramento do álbum, que não deixa a energia cair, fechando o disco com um duelo de guitarras fenomenal entre Jiri Paavonaho e Niko Vuorela.

O Veredito Final

Temple Balls (o álbum) é uma "tour de force" de Hard Rock. A banda conseguiu refinar o som de Avalanche (2023) e transformá-lo em algo maior e mais coeso. É um disco que não tem "enchimentos" (fillers); cada uma das 11 faixas tem potencial para ser um single.

A produção de Jona Tee traz aquele brilho característico do rock escandinavo contemporâneo, mas os Temple Balls mantêm uma dose de "sujidade" e "garra" que os impede de soarem demasiado genéricos. É, sem dúvida, o melhor álbum da carreira da banda.

Nota: 9.3/10

Destaques: "Tokyo Love", "Soul Survivor", "Stronger Than Fire", "Flashback Dynamite". Recomendado para: Fãs de H.E.A.T, Skid Row, Eclipse, Hardcore Superstar e qualquer pessoa que procure rock de alta voltagem para ouvir no volume máximo.


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Induction - Love Kills (2026) Alemanha

O terceiro álbum de estúdio dos alemães Induction, intitulado Love Kills!, foi lançado a 6 de fevereiro de 2026 pela Reigning Phoenix Music. O disco é avaliado como um trabalho sólido de metal melódico que, embora não reinvente a roda, oferece uma dose de energia imediata e cativante.

Nova Formação, Mesma Ambição

Liderados por Tim Kanoa Hansen (filho do lendário Kai Hansen), os Induction chegam ao seu terceiro álbum com uma formação profundamente renovada. O disco marca a estreia de três novos membros: Markus Felber, Justus Sahlmann e Gabriele Gozzi. Esta mudança parece ter injetado uma nova dinâmica na banda, que procura subir de nível no panorama do metal europeu.

Sonoridade: Mais Sintetizadores e Melodias "Doces"

A grande marca de Love Kills! é o reforço dos elementos eletrónicos e sintetizadores, que ganham mais destaque do que nos lançamentos anteriores.

  • O Lado Melódico: Canções como "Virtual Insanity" (a abertura) e "Dark Temptation" mostram este novo foco, com camadas de sintetizadores que criam uma fundação sonora polida e, por vezes, descrita como "açucarada".

  • Equilíbrio com o Peso: Para evitar que o som se torne demasiado suave, a banda equilibra a balança com hinos de metal robustos, garantindo que a essência do Power/Melodic Metal se mantém intacta.

Destaques das Faixas

  • "Steel and Thunder": Um dos momentos mais pesados do álbum. É um verdadeiro "headbanger" com um ritmo acelerado e um refrão viciante que compensa o início mais atmosférico do disco.

  • "Gods of Steel": Considerada um dos grandes destaques. Começa com uma linha de baixo pulsante e evolui para uma composição dramática e épica, com uma progressão atmosférica que agarra o ouvinte.

  • "I Am Evil": Uma faixa focada em ganchos melódicos (hooks) onde os teclados fazem mais do que apenas preencher o fundo, conduzindo a música com densidade.

O Veredito

Os Induction seguem uma "fórmula testada e comprovada". O álbum é comparado ao açúcar: fornece energia instantânea e capta a atenção desde a primeira audição, mas talvez não ofereça uma jornada de exploração sonora profunda ou duradoura para quem procura inovação radical no género.

É um disco direto, extremamente bem produzido e focado em melodias acessíveis combinadas com o virtuosismo das guitarras de Hansen.

Nota: 7/10

Destaques: "Steel and Thunder", "Gods of Steel", "Virtual Insanity". 

Recomendado para: Fãs de Helloween, Beast in Black, Stratovarius e ouvintes que apreciam Metal Melódico moderno com fortes influências de sintetizadores.

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